Inclusão de crianças com autismo exige mais coordenação de acções

O autismo é uma realidade que desafia famílias, escolas e a sociedade, exigindo respostas coordenadas para garantir a inclusão plena de crianças com esta condição.
A afirmação foi feita na última quarta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar e Ensino Primário, Pacheco Francisco. O governante sublinhou a necessidade de estruturar redes de apoio integradas para assegurar o desenvolvimento e os direitos destes cidadãos no ambiente escolar e comunitário. Pacheco Francisco destacou que a formação especializada representa um marco fundamental para o fortalecimento da educação inclusiva em Angola. Em declarações à imprensa no encerramento do primeiro Curso de Formação de Professores para a Inclusão de Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), promovido pela CareConnect+, o governante enalteceu o impacto da iniciativa na capacitação do corpo docente nacional. A acção formativa capacitou 21 professores do ensino primário da província de Luanda. Segundo o governante, a iniciativa reforça directamente a preparação e a capacidade de resposta das escolas públicas face às necessidades educativas especiais de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O secretário de Estado explicou que a actividade realizada em Luanda integra a primeira fase de um programa abrangente, cuja implementação será estendida progressivamente às restantes províncias nos próximos três anos. O objectivo principal é estruturar uma rede nacional de professores capacitados para atender às necessidades de alunos com autismo. A iniciativa foca-se no reforço do diagnóstico precoce, na melhoria dos processos de inclusão escolar e na redução do estigma social. Pacheco Francisco sublinhou que o sucesso da inclusão depende da preparação do corpo docente para identificar os sinais do transtorno de neurodesenvolvimento, aplicar estratégias pedagógicas adequadas e consolidar ambientes educativos acessíveis a todos. O Ministério da Educação e os seus parceiros pretendem assegurar que todas as crianças tenham oportunidades equitativas para aprender e desenvolver as suas potencialidades. A meta é garantir uma participação plena na vida escolar, livre de qualquer forma de discriminação ou estigmatização. O governante declarou que a visão do Executivo assenta no compromisso de construir uma escola verdadeiramente inclusiva, onde a diversidade seja valorizada como um elemento que fortalece toda a comunidade educativa. “Uma escola inclusiva deve assegurar que cada criança seja acolhida, respeitada, compreendida e valorizada nas suas diferenças. Por isso, esta formação constitui um marco importante nesta caminhada, cujos resultados se farão sentir nas escolas, nas famílias e em toda a sociedade angolana”, afirmou. TransformaçãoNa ocasião, a fundadora da CareConnect+, Lígia Fraga, realçou que a formação simboliza o início de um movimento nacional de transformação da educação inclusiva em Angola, com o propósito de chegar, de forma gradual, a mais províncias, escolas, professores e famílias.



