O Instituto Nacional de Estatística (INE) apresenta esta terça-feira, 15, em Luanda, os relatórios sobre Género e Fecundidade na Adolescência em Angola, estudos que analisam as condições de vida das adolescentes, as desigualdades entre homens e mulheres e os desafios associados à maternidade precoce no país.
Os estudos foram elaborados com base nos resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2023–2024 (IIMS 2023–2024) e pretendem disponibilizar dados estatísticos oficiais sobre a realidade das adolescentes angolanas.
Entre os aspectos que serão apresentados estão questões relacionadas com as desigualdades de género, o bem-estar, as condições de vida e a fecundidade na adolescência, permitindo identificar os principais desafios associados à maternidade precoce em Angola.
A divulgação dos relatórios acontece num contexto em que o acesso das adolescentes à educação, à informação e aos serviços de saúde sexual e reprodutiva é apontado como determinante para reduzir os riscos associados à gravidez precoce. O UNFPA mantém em Angola programas dirigidos aos jovens e adolescentes, à igualdade de género e à saúde materna.
Segundo o INE, os estudos deverão servir de base para a elaboração, acompanhamento e avaliação de políticas públicas e programas destinados às adolescentes e às famílias.
Os dados poderão também apoiar decisões dos gestores públicos, parceiros de cooperação e outras instituições que trabalham nas áreas da educação, saúde, protecção social, juventude e promoção da igualdade de género.
A iniciativa reforça igualmente o papel do INE enquanto autoridade estatística nacional na produção e divulgação de informação oficial para apoiar a tomada de decisões. O instituto tem entre as suas áreas de actuação as estatísticas da população e da sociedade e tem vindo a divulgar estudos destinados a apoiar a definição de políticas públicas.
A apresentação dos relatórios deverá permitir conhecer melhor a dimensão e as características da fecundidade na adolescência em Angola, bem como as diferenças sociais e económicas que afectam as oportunidades das adolescentes.
Os resultados do IIMS 2023–2024 constituem, assim, uma nova base de informação para compreender a realidade das adolescentes e orientar medidas destinadas a melhorar as suas condições de vida e reduzir os efeitos da maternidade precoce.



