A procura pelos serviços de saúde ocular levou o Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA) a realizar, no primeiro semestre deste ano, 4.829 cirurgias e 53.661 consultas, informou, ontem, em Luanda, a directora da instituição.
Luísa Paiva adiantou, durante o II congresso da instituição, que os números actuais já representam mais da metade das consultas e cirurgias realizadas no ano passado. Com esse ritmo produtivo, a expectativa é que o hospital consiga igualar ou superar os indicadores de desempenho anteriores até o final do ano.
A catarata continua a ser uma das principais causas de intervenção cirúrgica na instituição. Em 2025, foram realizadas mais de 3.500 operações desta patologia, num universo de 9.753 cirurgias gerais.
“No primeiro semestre deste ano, já contabilizámos cerca de 1.800 extracções de catarata, inseridas num total de 4.829 procedimentos cirúrgicos gerais”, detalhou a responsável.
O secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa, salientou que o encontro reforça a aposta do país na cooperação e no intercâmbio de conhecimento na área da saúde ocular.
O governante reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde com a modernização do Sistema Nacional, a valorização dos profissionais, a inovação científica e tecnológica, bem como a melhoria contínua do acesso a cuidados especializados.
“Queremos ir muito além da realização de um evento científico. Pretendemos criar um ambiente em que profissionais e especialistas possam partilhar conhecimento, experiências clínicas, boas práticas, investigação, inovação tecnológica e estratégias capazes de responder aos desafios actuais e futuros da Oftalmologia”, defendeu o secretário de Estado.
Carlos Pinto de Sousa alertou ainda que as patologias oculares e as deficiências visuais trazem consequências graves ao longo da vida. À escala global, cerca de 2,2 mil milhões de pessoas vivem com alguma deficiência visual, sendo que, deste total, mil milhões de indivíduos possuem uma condição que poderia ter sido evitada ou tratada a tempo.
Com o tema “Inovação, Tecnologia e Acesso à Saúde Ocular”, o congresso internacional, que encerra hoje, conta com a participação de especialistas de Angola, Gâmbia, Brasil e França. Realizado sob o lema “Inovar para Ver melhor”, a actividade serviu para promover um espaço de reflexão e aprendizagem, com vista à melhoria da qualidade dos cuidados de saúde ocular.




