Luanda — O presidente da Juventude Ecológica Angolana (JEA), José Silva, defendeu hoje, domingo (4), em Luanda, o reforço do investimento na preservação de espécies em vias de extinção em Angola, bem como a promoção de cuidados adequados aos animais domésticos e selvagens.
Luanda — O presidente da Juventude Ecológica Angolana (JEA), José Silva, defendeu hoje, domingo (4), em Luanda, o reforço do investimento na preservação de espécies em vias de extinção em Angola, bem como a promoção de cuidados adequados aos animais domésticos e selvagens.
Em declarações à ANGOP, a propósito do Dia Mundial do Animal, que hoje (domingo) se assinala, o responsável sublinhou que a preservação de espécies emblemáticas como a Palanca-Negra-Gigante, rinoceronte, elefantes-de-floresta e hipopótamos, continua a ser uma grande preocupação nacional.
Segundo José Silva, embora se verifique o regresso de elefantes às suas rotas naturais, este movimento tem gerado o chamado "Conflito Homem-Animal' (CHA), pois as populações ocuparam esses caminhos com lavras e habitações.
"Como os elefantes possuem memória de longo prazo transmitida entre gerações, ao regressarem tendem a destruir plantações e habitações para seguir o seu percurso, o que leva algumas comunidades a abaterem os animais", acrescentou.
Para mitigar o problema, defendeu a intervenção de especialistas para encontrar soluções que reduzam o impacto negativo para ambas as partes.
O ambientalista apelou ainda o reforço da fiscalização e do investimento nas áreas de conservação, nomeadamente nos parques nacionais e reservas naturais.
Reconheceu avanços nas condições de conservação nos Parques Nacionais de Iona e da Quiçama, bem como na integração das comunidades como guardiãs da Palanca-Negra-Gigante.
Alertou para a persistência da caça furtiva e do abate discriminado de árvores nesses locais, além de advogar maior intervenção nos Parques Nacionais do Bicuar, da Cameia, do Luengue-Luiana e Mavinga e de Maiombe, onde os incêndios florestais e a desflorestação alteram os ecossistemas e ameaçam a fauna nacional.
O presidente da JEA desencorajou a manutenção de animais selvagens em cativeiro doméstico, tais como leopardos, onças e avestruzes, devendo permanecer no seu habitat natural.
Ressalvou que a conservação fora do habitat só se justifica em situações muito especiais e de preservação da espécie, exemplificando o caso dos programas de reprodução do urso panda, na China, e noutros países para evitar a extinção.
Sugeriu a organização de feiras e celebrações urbanas semelhantes à "Festa do Animal" realizada em municípios de Portugal, reunindo clínicas veterinárias, exposições, concursos, campanhas de vacinação e seminários educativos sobre o cuidado e alimentação animal, para celebrar a data no país.
Jose Silva disse que o lema do Dia Mundial dos Animais deste ano, "Veja o mundo através dos seus olhos", é um convite aos homens a reflectirem para além de si, reconhecendo o valor, instinto e sensibilidade dos animais que possuem capacidade de prever fenómenos naturais.
Lembrou que a deposição de resíduos sólidos e líquidos em mares, rios e lagoas prejudica gravemente a vida aquática e altera os ecossistemas.
Frisou que as alterações climáticas globais, provocadas em grande parte pela actividade humana, estão a alterar os habitats e ameaçar o equilíbrio da cadeia alimentar.
Finalizou dizendo que os animais desempenham um papel vital no equilíbrio do planeta, actuando como produtores, consumidores e reguladores ecossistémicos, sendo fundamental a sua protecção para a sustentabilidade da Terra.
O Dia Mundial do Animal é celebrado anualmente a 4 de Outubro, destacando a importância da proteção e bem-estar dos animais em várias partes do mundo.
A data está historicamente associado a São Francisco de Assis, cuja festa litúrgica ocorre nesta data e é a sua figura ficou ligada à valorização da natureza e dos animais. SJ/ASS




