O coordenador e Gestor Técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), Job Monteiro, defendeu, segunda-feira, em Luanda, o reforço das equipas multidisciplinares, da telemedicina e da formação de especialistas.
Ao intervir na cerimónia de acolhimento dos 99 novos bolseiros do PFRHS, Job Monteiro destacou a necessidade de preparar profissionais de diferentes áreas para trabalharem de forma integrada, sobretudo nos cuidados primários.
“Os médicos de família não poderão trabalhar sozinhos”, afirmou, defendendo que a formação dos médicos de Medicina Geral e Familiar deve ser acompanhada pela preparação de enfermeiros e outros técnicos de saúde capazes de integrar as equipas que prestarão assistência às comunidades.
Segundo o responsável, esta abordagem permitirá aproximar os serviços especializados das populações e melhorar a resposta às necessidades de saúde nos diferentes municípios.
Job Monteiro anunciou igualmente o reforço da telemedicina, que deverá permitir aos profissionais colocados em zonas mais distantes dos grandes centros urbanos contar com o acompanhamento de especialistas em áreas como cardiologia, neurologia e cuidados intensivos.
O projecto dispõe actualmente de capacidade para ministrar formação à distância em 12 províncias, ampliando o acesso dos profissionais aos conteúdos formativos e ao apoio técnico especializado.
O responsável aconselhou ainda os bolseiros a tirarem partido das ferramentas digitais de apoio à decisão médica, incluindo protocolos clínicos, hipóteses diagnósticas e outros recursos disponíveis para auxiliar a prática profissional.
Entre as áreas previstas pelo PFRHS estão cursos de especialização em Saúde Pública e Entomologia, considerados estratégicos para o reforço dos cuidados primários e para a prevenção e controlo de doenças.
O projecto prevê igualmente a especialização de 3.000 médicos em diferentes áreas da medicina, bem como a formação de uma nova geração de professores e preceptores angolanos, capazes de transmitir os conhecimentos adquiridos às próximas gerações.
mesma cerimónia, profissionais de saúde já formados no exterior e regressados ao aís partilharam as suas experiências com os 99 novos bolseiros, deixando recomendações sobre a importância do aproveitamento da formação e do regresso a Angola para aplicação das competências adquiridas.
De acordo com os dados apresentados no evento, 861 bolseiros do projecto já regressaram ao País, depois de concluírem diferentes formações e especializações.




