O III Curso de Segurança Pública vai realizar-se em Luanda, de 25 a 27 de Agosto deste ano, tendo como foco o reforço do conhecimento de jornalistas e fazedores de opinião. A iniciativa visa promover uma comunicação mais rigorosa, responsável e fundamentada nos procedimentos técnicos e na actuação da polícia.
A informação foi passada, ontem, pelo director-adjunto do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) do Comando Geral da Polícia Nacional, Martinho Satito, durante um encontro com representantes da Comissão de Carteira e Ética (CCE) do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) e do Fórum das Mulheres Jornalistas para a Igualdade de Género (FMJIG). No encontro, o superintendente-chefe apresentou as linhas orientadoras da formação, uma iniciativa do Comando Geral da Polícia Nacional, que vai decorrer de forma presencial e online nas instalações do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), em Luanda. A agenda do acto formativo comporta painéis temáticos, mesas-redondas e debates interactivos. O público-alvo abrange jornalistas, chefes de redacção, directores e responsáveis por programas informativos, líderes de opinião, académicos e docentes, além de estudantes de Comunicação Social e representantes dos órgãos de Defesa e Segurança. A iniciativa tem como objectivo capacitar os profissionais dos media em matéria de segurança pública, promovendo uma abordagem jornalística mais técnica e responsável. O programa visa ainda melhorar a interpretação de dados e estatísticas criminais, combater a desinformação, desmistificar conceitos sobre a segurança pública e reforçar a parceria institucional entre a Polícia Nacional e os órgãos de Comunicação Social. Responsabilidade Na ocasião, a presidente da Comissão de Carteira e Ética (CCE), Luísa Rogério, defendeu a inclusão de uma temática focada na responsa-bilidade jornalística e jurídica. A responsável sublinhou a importância de salvaguardar os direitos constitucionalmente protegidos e de prevenir práticas lesivas, tais como o sensacionalismo, a desinformação e outros atentados à liberdade de imprensa. Por sua vez, a coordenadora do Fórum das Mulheres Jornalistas para a Igualdade de Género, Milena da Costa, defendeu que a Polícia Nacional deve primar pela abertura e proactividade como fonte de informação, respeitando sempre os limites legais e institucionais que possam condicionar a comunicação.




