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Segundo os queixosos, após a divulgação, nas redes sociais, de declarações atribuídas a Yola Araújo, segundo as quais Yuri da Cunha e Ary eram consumidores de drogas e, por isso, estavam desfigurados, perderam contratos e vários projectos, incluindo uma minissérie.
A acusação sustenta que Yola Araújo fez declarações sobre a colega de profissão Ariovalda Eulália Gabriel, conhecida por Ary, afirmando que esta tinha emagrecido e transformado o corpo devido ao consumo de drogas, e que teria sido Yuri da Cunha quem a levou ao consumo de estupefacientes.
Em tribunal, os queixosos exigem uma indemnização por danos morais e patrimoniais, alegando que foram prejudicados na sua dignidade, honra e imagem, bem como no seu bem-estar psicológico e financeiro, devido à perda de contratos.
Durante o interrogatório, Yola Araújo negou todas as acusações, afirmando que o áudio divulgado nas redes sociais foi manipulado e editado, embora reconheça que a voz nele ouvida é a sua.
Perante o juiz e o Ministério Público, a cantora negou ter publicado o áudio e afirmou que nunca difamou, injuriou ou caluniou os colegas.
Yola Araújo disse ter tomado conhecimento, através das redes sociais, da divulgação de parte de uma conversa privada que manteve com outra pessoa, residente em Portugal. A cantora declarou que terá sido esta pessoa a enviar o áudio a alguém que posteriormente o manipulou.
Em tribunal, Yola Araújo reafirmou que apenas comentou o que considerava ser do conhecimento público, nomeadamente que Ary não precisava de emagrecer para interpretar a falecida artista Nani na minissérie.
A cantora afirmou ainda ter provas de que a conversa que manteve não teve como objectivo difamar ou prejudicar Yuri da Cunha e Ary, sustentando que se tratou apenas de um comentário sobre a fisionomia da colega, feito numa conversa privada.




