Jurista defende autonomia plena dos órgãos de comunicação em Angola

O jurista Alexandre Sebastião André defende maior independência, sobretudo política, dos órgãos de comunicação social em Angola.
Sobre a última greve anunciada pela classe jornalística, o também comentador entende que o processo de conversação observado entre os profissionais dos órgãos públicos e a entidade empregadora “faz transparecer que há um diálogo de surdos e mudos”.
Alexandre Sebastião defendeu a sua abordagem durante o programa “Tribuna Livre” desta casa de rádio, onde disse também que “não é curial num estado democrático como o nosso, os meios de comunicação social estarem sob a batuta de um órgão político”.
Quando a medida ditada pelo tribunal da Comarca de Luanda, que suspende a realização da greve, o jurista disse o facto resulta na falta de diálogo entre as partes envolvidas.
Ainda sobre o assunto, o politólogo Almeida Pinto considera que “os PCAs das empresas de comunicação social públicas agiram de má-fé” pelo facto de terem recorrido ao Tribunal de Comarca de Luanda para suspender a greve, o que segundo disse, se traduz na falta de “arcabouço para dialogar” com a classe.


