Jurista denuncia alegados vícios processuais no “caso da antiga ministra das Pescas e do Mar”

O julgamento da ex-ministra das Pescas e do Mar, Victória Francisco Lopes de Barros Neto, acusada de ter causado um prejuízo ao Estado angolano avaliado em cerca de 300 milhões de kwanzas, vai caminhando para a recta final após o seu arranque em finais de Abril deste ano.
O jurista Manuel Cangundo alerta para alegados vícios na condução do processo, afirmando existirem sinais que apontam para uma tentativa de minimizar o caso da antiga governante.
Para o especialista, a omissão nos autos do envolvimento de altos responsáveis do Governo namibiano, igualmente condenados no âmbito do processo, constitui um indício de falhas na condução do julgamento.
“Não foi feita a menção do caso que a ex-ministra está envolvida em conjunto com os seus homólogos da Namíbia, que foram julgados e condenados, e constitui elementos para este julgamento de Vitória Barros Neto, o que dá sinais de que se pretende com isso desviar as atenções deste acusação que despoletou do país vizinho”, disse.
Manuel Cangundo considera fundamental que o combate à corrupção seja conduzido com justiça e transparência, de forma a evitar a selectividade nos processos judiciais.
Refira-se que, segundo a defesa da arguida, representada por Edson Leão, a ex-ministra será ilibada dos crimes de que é acusada por insuficiência de provas.


