Ondjiva - Onze mil 646 beneficiários em situação de vulnerabilidade dos centros urbanos dos municípios do Cuanhama, Nehone e Cafima, província do Cunene, vão beneficiar a partir de Janeiro de 2027, das transferências sociais monetárias, no quadro do Kwenda 2.
Ondjiva - Onze mil 646 beneficiários em situação de vulnerabilidade dos centros urbanos dos municípios do Cuanhama, Nehone e Cafima, província do Cunene, vão beneficiar a partir de Janeiro de 2027, das transferências sociais monetárias, no quadro do Kwenda 2.
O kwenda nos centros urbanos que prevê abranger (oito mil 307) pessoas no Cuanhama, (três mil 21) no Nehone e (318) na Cafima.
O acto de lançamento que decorreu na quinta-feira, em Ondjiva, foi orientado pelo vice-governador para o sector Político, Social e Económico do Cunene, Apolo Ndinoulenga.
Para esta fase foram seleccionados cinco categorias específicas de elegibilidade focadas na vulnerabilidade social que abrange pessoas idosas, com doenças crónicas, deficiência, albinismo, crianças e jovens com necessidades especiais.
Na sua intervenção, o responsável de selecção e pagamento do programa Kwenda, Aldemiro Zele, disse que entre Agosto a Dezembro de 2026 decorrerá as fases mapeamento das instituições de intervenção social, encontros metodológicos e referenciamento dos beneficiários pelos parceiros.
Fez saber ainda que constam destas fases a formação de cadastradores, visita de monitoria de elegibilidade, inscrição das pessoas, pós-registo, validação dos dados, inscrição no Sistema Integrado de Informação da Protecção Social (SIIPS) e formação sobre protecção social.
Aldemiro Zele sublinhou que terminado este processo seguirá os pagamentos aos beneficiários selecionados, onde cada um indivíduo vai receber 33 mil kwanzas, de forma trimestral.
A propósito, o vice-governador, Apolo Ndinoulenga, disse que o lançamento
Kwenda 2 reafirma o compromisso do governo em servir a população para aliviar progressivamente a vulnerabilidade, por meio da inclusão sem distinção da condição ou extracto social.
Destacou que a iniciativa direccionada para os municípios do Cuanhama, Nehone e Cafima, constitui um processo contínuo de reforçar cada vez mais a capacidade do sector de protecção social, mitigação da pobreza, aumentar o poder aquisitivo e financeiro das famílias.
Lembrou que os demais municípios da província são testemunha das acções do Kwenda, levadas a cabo pelo Fundo de Apoio Social (FAS), Instituto do Desenvolvimento Local, que chegou a cadastrar 106 mil 404 agregados familiares, dos quais 86 mil 989 receberam pagamentos.
Fez saber que os beneficiários chegaram a receber 11 mil milhões, 249 milhões, 350 mil e 500 kwanzas, até Julho de 2026, que investiram na criação de pequenos negócios e gerar renda familiar.
Apolo Ndinoulenga encorajou os intervenientes no processo a pautar pelo rigor na observância dos critérios estabelecidos, de modo a concretização dos objectivos do programa, para mitigar a vulnerabilidade das pessoas, sustentada pelas transferências sociais monetárias e outras componentes.
Por sua vez, o rei de Ombala yo Oukwanhama, Jerónimo Haleinge, enalteceu o lançamento do programa que abrange os centros urbanos, visto que nestas zonas ainda vivem o maior número de pessoas em situação de vulnerabilidade social e económica.
O soberano afirmou ser uma oportunidade para os que forem seleccionados aos pagamentos aproveitar o valor a receber para investir num pequeno negócio, e assim criar uma renda familiar para reduzir os efeitos da fome e da pobreza.
No Kwenda 2 o diferencial será o capital humano, atendimento às calamidades naturais e assistência às questões ligadas a doenças crónicas como desnutrição, HIV/Sida e diabetes, cuja efectivação teve início no dia 20 de Maio.
Além das transferências monetárias, o Kwenda tem ainda as componentes da Inclusão Produtiva, Municipalização da Acção Social e do Fortalecimento do Cadastro Único.
Em curso desde 2020, é um programa do Executivo angolano que visa criar políticas de apoio às famílias mais pobres e em situação de vulnerabilidade no país.
Com um universo de um milhão 806 mil e 417 habitantes, a divisão político-administrativa da província do Cunene compreende 273 aldeias, 10 comunas e 14 municípios. PEM/LHE/VIC




