Benguela - O jornalista Ladislau Fortunato lançou, esta sexta-feira, em Benguela, o seu livro “Figuras e Memórias do Jornalismo Angolano – de 1975 aos Nossos Dias”, que procura resgatar a trajectória de profissionais angolanos desde a Independência Nacional.
Benguela - O jornalista Ladislau Fortunato lançou, esta sexta-feira, em Benguela, o seu livro “Figuras e Memórias do Jornalismo Angolano – de 1975 aos Nossos Dias”, que procura resgatar a trajectória de profissionais angolanos desde a Independência Nacional.
Editada pela Shalom, a obra reúne o percurso e memórias de 57 figuras do jornalismo angolano, que marcaram a imprensa escrita, rádio e televisão, provenientes de diferentes órgãos de comunicação social e de várias províncias do país.
Entre os nomes de Benguela retratados no livro destacam-se Jaime Azulay, Carlos Gregório, Carlos Alberto Pimentel e Lilas Orlov, profissionais que, segundo o autor, tiveram influência no seu percurso pessoal e profissional.
Ladislau Fortunato explicou, na sua intervenção, que o projecto pretendia reunir cerca de 100 figuras, mas, devido à indisponibilidade de alguns profissionais convidados, apenas 57 aceitaram o desafio.
Apesar das dificuldades, o autor referiu ter decidido transformar o projecto numa iniciativa de continuidade, pelo que já está na forja publicar novos volumes anualmente, de modo a aumentar o número de profissionais retratados, incluindo também as novas gerações do jornalismo angolano.
Benguela no mapa do jornalismo angolano
Embora a maioria das figuras retratadas no primeiro volume esteja ligada a Luanda, cinco profissionais de Benguela integram a publicação, facto que Ladislau Fortunato considera demonstrativo da importância da província na história do jornalismo nacional.
O autor salientou que teve ainda o cuidado de incluir profissionais de diferentes províncias e de diversos órgãos de comunicação social, abrangendo tanto meios públicos como privados e diferentes plataformas, entre rádio, televisão e imprensa escrita.
Desta forma, sublinhou, a obra reúne referências ligadas a órgãos como a Rádio Nacional de Angola, Televisão Pública de Angola (TPA), jornais privados e estatais, procurando apresentar uma visão diversificada do percurso do jornalismo angolano.
Um legado para as novas gerações
Segundo o autor, um dos principais objectivos do livro é o resgate da memória profissional e a criação de referências para os estudantes e jovens jornalistas.
“Não é crível que, nos dias de hoje, estudantes de comunicação não tenham referências do nosso jornalismo, não saibam quem fez o quê no jornalismo angolano”, defendeu Ladislau Fortunato.
Segundo o autor, a publicação pretende igualmente servir de material de pesquisa e apoio para estudantes e docentes de Comunicação Social e Jornalismo em Angola.
“Eu sou adepto do bom e do bem. Aqueles registos de figuras que, ao longo dos anos, fui fazendo, nas redes sociais, levaram algumas pessoas a chamar-me a atenção para o processo de elaboração da obra", recordou.
Para a escolha das personalidades retratadas, o autor aponta essencialmente três critérios: longevidade, desempenho no jornalismo angolano e mérito profissional.
Entre as memórias de Benguela que mais valoriza, Ladislau Fortunato destacou, visivelmente emocionado, em particular, a título póstumo, Carlos Alberto Pimentel, a quem considera “um mestre e um amigo”, bem como Jaime Azulay, Lilas Orlov e Carlos Gregório. JH/CRB




