A angolana Laurinda Manuel Gouveia está entre os cinco vencedores do Prémio Front Line Defenders 2026, uma distinção internacional que reconhece o trabalho de defensores dos direitos humanos em situação de risco.
A cerimónia de homenagem decorreu no Trinity College, em Dublin, na Irlanda, e reuniu representantes dos cinco distinguidos, oriundos de África, das Américas, da Ásia e Pacífico, da Europa e Ásia Central, e do Médio Oriente e Norte de África.
Laurinda Manuel Gouveia foi distinguida pela sua actividade na promoção dos direitos das mulheres, das liberdades fundamentais e da democracia participativa em Angola.
Entre os outros vencedores estão Adda Vyctoria Caetano, do Brasil, que defende os direitos das mulheres negras trans e das comunidades quilombolas; Umar Khalid, activista estudantil indiano que continua preso e foi representado na cerimónia pelo pai, Ilyas Khalid; Ljiljana Nešić, da Sérvia, que trabalha na promoção da paz e na defesa dos direitos das mulheres; e Ahmadreza Haeri, do Irão, activista contra a pena de morte, representado na cerimónia por Afrooz Maghzi.
Segundo a Front Line Defenders, os cinco distinguidos representam diferentes formas de resistência pacífica e de promoção dos direitos fundamentais, num contexto internacional marcado por desafios à segurança e à liberdade de actuação dos defensores dos direitos humanos.
O director executivo da organização, Alan Glasgow, afirmou que os laureados simbolizam uma corrente de pessoas que acredita na possibilidade de um futuro melhor, apesar das dificuldades enfrentadas pelos activistas em várias partes do mundo.
O Prémio Front Line Defenders para Defensores dos Direitos Humanos em Risco reconhece pessoas que desenvolvem trabalho de defesa dos direitos fundamentais e enfrentam ameaças, perseguições ou outras formas de pressão devido à sua actividade.




