A ministra da Educação, Erika de Carvalho Aires, procedeu, ontem, em Luanda, à reabertura do Liceu 11043 - Ngola Kiluanje, que depois dos trabalhos de requalificação passa a ter capacidade para albergar mais de seis mil alunos, da sétima à décima terceira classes, em cada ano lectivo.
A reabilitação, enquadrada no Programa do Executivo de Recuperar, Ampliar e Modernizar as Escolas de Luanda, no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN)2023-2027, permitiu à instituição ter, agora, 54 salas de aula, banheiros inclusivos, mais laboratórios, quadras polidesportivas, biblioteca e um gabinete médico.
“Estes números representam mais jovens dentro do sistema de educação e ensino, assim como mais famílias com esperança e melhores condições de trabalho para os professores”, manifestou a ministra, além de acrescentar que a qualidade do ensino também começa na dignidade do espaço onde se ensina e se aprende. “Uma sala de aula condigna, um laboratório equipado e uma biblioteca são condições básicas para garantir um ensino de qualidade”, afirmou.
Na cerimónia de inauguração, a ministra informou que a instituição vai receber estudantes do Instituto Politécnico Industrial de Luanda (IPIL – ex-Makarenko), enquanto decorrem obras de requalificação na referida instituição.
Na ocasião, o vice-governador de Luanda para o sector Político e Social, Manuel Gonçalves, considerou a reabilitação da escola um investimento nas condições de aprendizagem dos alunos, proporcionando-lhes um ambiente mais digno, seguro, confortável e adequado ao desenvolvimento escolar e humano. “A reabilitação de uma infra-estrutura escolar não termina com a entrega das obras. É fundamental que todos assumamos a responsabilidade pela conservação, preservação e boa gestão”, recomendou.
O acto contou, ainda, com a presença da secretária de Estado para o Ensino Secundário, Soraya Kalongela, a directora provincial da Educação, Joana Torres, e directores de escolas.
Trânsito começa a ficar agitado com regresso às aulas
A cidade de Luanda já começou a registar a habitual agitação causada pelo regresso às aulas. Ontem, primeiro dia de aulas da semana, era visível o aumento na circulação de passageiros em várias artérias.
No Golfe 2, Eugénio Bengue, de 16 anos, estudante da 11.ª classe, do curso de Gestão de Empresas, no Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), contou que começou o dia ainda de madrugada. A sua jornada, disse, começou às 5h00, quando segue para a paragem e procura chegar ao 1.º de Maio antes das 7h15, de forma a evitar atrasos nas aulas.
Para cumprir o percurso, recorre aos táxis azuis e branco. “Os autocarros que passam pelo Golfe 2 não chegam até ao 1.º de Maio”, lamentou, além de explicar que, em determinadas ocasiões, quando sai da escola, é obrigado a caminhar até aos congolenses, onde tenta encontrar um táxi com destino ao Golfe 2.
A experiência de Eugénio é semelhante a de muitos estudantes que vivem em zonas periféricas e estudam no centro da cidade. Como é o caso de Jasmine Júnior, também de 16 anos, residente na Sapu 2, estudante da 11.ª classe, no curso de Finanças. A jovem também enfrenta diariamente desafios para chegar ao IMEL.
A estudante sai de casa às 5h00 da manhã e procura chegar ao 1.º de Maio antes das 7h15. O pai a acompanha até à paragem de táxi, numa tentativa de garantir que consiga transporte com maior facilidade e segurança. “Tem sido muito difícil pegar táxi, recorremos aos vizinhos”, contou.
Rotas de táxis
Na rota Viana/1.º de Maio, o trânsito manteve-se congestionado até depois do meio-dia. Fernando Onofre, cobrador, considerou razoável o fluxo de passageiros, mas destacou o agravamento do trânsito. “Normalmente, o engarrafamento tem hora, é mais nos momentos de ponta. Mas hoje está mesmo péssimo. As paragens estão cheias de alunos e trabalhadores”, disse.
Por sua vez, na rota Golfe 2/1.º de Maio, o cenário observado pelos taxistas era, entretanto, menos intenso. Nelson António, motorista que realiza o trajecto, disse que o trânsito estava relativamente fluido e a presença de estudantes nas paragens ainda não atingia os níveis habituais.
Novas paragens
Além do aumento esperado do movimento, os passageiros que circulam pela zona do 1.º de Maio enfrentam actualmente outro constrangimento, a realização de obras no Largo das Escolas.
As intervenções obrigaram à criação de paragens provisórias para os autocarros públicos, alterando temporariamente alguns pontos habituais de embarque e desembarque.




