Líder da IESA critica transformação da liderança religiosa em negócio

Em entrevista ao Jornal de Angola, o líder religioso afirmou que alguns responsáveis da nova geração têm contribuído para uma visão mercantilizada da actividade pastoral, situação que, na sua perspectiva, pode afastar as igrejas da sua verdadeira missão de servir as comunidades e transmitir valores cristãos.
Natural do município do Cuvango, na província da Huíla, Dinis Marcolino Eurico teve uma passagem pela Administração Pública, onde construiu uma carreira profissional estável e alcançou posições de responsabilidade. No entanto, segundo relatou, o chamamento para o sacerdócio acabou por prevalecer, levando-o a dedicar-se ao serviço religioso.
O presidente da IESA defende que o ministério pastoral deve ser encarado como uma missão baseada na humildade, no compromisso com a fé e no apoio espiritual e social aos fiéis, e não como uma oportunidade de obtenção de benefícios pessoais.
Para o reverendo, a formação dos líderes religiosos e o reforço dos valores éticos são fundamentais para garantir uma liderança responsável, capaz de responder aos desafios actuais da sociedade angolana.
À frente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola, Dinis Marcolino Eurico tem defendido uma maior valorização da essência do evangelho e apelado a uma postura mais comprometida dos pastores com as necessidades das comunidades.
O líder da IESA considera que a credibilidade das instituições religiosas depende da capacidade dos seus dirigentes manterem o equilíbrio entre liderança espiritual, responsabilidade social e serviço ao próximo.


