A província de Luanda registou, no primeiro semestre do corrente ano, mais de 10 mil casos de desnutrição infantil, estando todos esses casos a ser tratados nos hospitais de referência para o acompanhamento da doença, informou, quinta-feira, o director provincial da Saúde.
Manuel Varela, que falava no acto de abertura do primeiro encontro metodológico provincial de saúde pública, explicou que os números actuais de desnutrição infantil em Luanda são semelhantes aos registados em 2025, não se verificando uma variação significativa nos dados. Por isso, explicou que a desnutrição infantil continua a ser o grande calcanhar de Aquiles da saúde pública na província de Luanda. O responsável defendeu que, para combater o problema, é essencial o envolvimento de toda a sociedade, uma vez que o desafio ultrapassa as competências exclusivas do sector da Saúde. De acordo com o gestor, o Gabinete da Saúde em Luanda conta com o apoio de parceiros nacionais e internacionais, além do Programa Nacional de Nutrição delineado pelo Ministério da Saúde. Esta estratégia garante a formação contínua dos técnicos e o fornecimento regular de insumos, assegurando que as unidades hospitalares tenham sempre capacidade de resposta para assistir os pacientes com desnutrição. Manuel Varela garantiu que Luanda nunca registou rotura de stock de suplementos e medicamentos para o tratamento da desnutrição. “Temos estado a trabalhar nas comunidades para, a curto ou médio prazo, invertermos o quadro da desnutrição em Luanda”, afirmou o gestor. “Além da desnutrição infantil, outra situação que preocupa o Gabinete Provincial da Saúde em Luanda é a malária, que tem afectado várias pessoas. Com a aproximação da época chuvosa, o quadro epidemiológico pode piorar”, sublinhou. Como forma de prevenção, realçou, foram adquiridas e distribuídas, a nível dos municípios, 15 viaturas de fumigação.




