Luena - Várias famílias na cidade do Luena, capital da província do Moxico, enfrentam, há várias semanas, dificuldades na aquisição de gás de cozinha, situação que tem provocado longas filas nos pontos de venda, constatou esta sexta-feira a ANGOP.
Luena - Várias famílias na cidade do Luena, capital da província do Moxico, enfrentam, há várias semanas, dificuldades na aquisição de gás de cozinha, situação que tem provocado longas filas nos pontos de venda, constatou esta sexta-feira a ANGOP.
Numa ronda efectuada pelas principais artérias da cidade, constatou-se a existência de longas filas nos principais pontos de venda do produto.
A cidadã nacional Cesaltina Chinhama disse que está impossibilitada de adquirir o produto há mais de uma semana, recorrendo ao carvão vegetal como alternativa para fazer face às dificuldades.
Na mesma situação encontra-se o cidadão Jorge Caiombo, que afirmou estar à procura de gás de cozinha há cinco dias. Segundo o munícipe, a escassez do produto está a estimular práticas de nepotismo nos postos de abastecimento, tendo apelado às autoridades para que resolvam o problema.
A ANGOP apurou que a escassez resulta da redução da quota de gás disponibilizada pela SonaGás, subsidiária da Sonangol E.P., que desenvolve e gere negócios no sector do gás.
O operador Celso Moco apontou a redução da quantidade de gás fornecida aos revendedores como a principal causa da escassez.
“Quando, por exemplo, levamos quinhentas botijas para o enchimento, a SonaGás só nos dá metade, alegando razões de igualdade de tratamento entre os agentes da região, e isso dificulta a vida dos consumidores”, lamentou.
Por sua vez, Miguel Sapassa afirmou que, na base logística, a prioridade tem sido dada às províncias vizinhas do Moxico Leste, da Lunda Sul e da Lunda Norte.
Acrescentou que a demora na chegada dos comboios do Caminho de Ferro de Benguela, que transportam o gás para o Luena, também está a contribuir para a situação. A ANGOP tentou ouvir fontes da direcção da SonaGás, mas não obteve resposta. GK/TST/YD




