Cerca de 16 milhões de cidadãos angolanos já possuem o Bilhete de Identidade (BI), de acordo com dados estatísticos revelados recentemente pela Direcção Nacional de Identificação, Registo e Notariado (DNIRN), afecta ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o técnico da DNIRN, João Mateus, precisou que, até ao dia 12 de Julho deste ano, um total de 16.886.363 cidadãos angolanos já tinham em sua posse o principal documento de identificação nacional. Dados do Censo Geral da População de 2024 confirmam que Angola conta com cerca de 36 milhões de habitantes. O técnico informou que, apesar disso, a DNIRN regista, neste momento, cerca de 109 mil documentos já emitidos que aguardavam por levantamento dos seus titulares. “Angola conta, actualmente, com 16.886.363 cidadãos portadores de Bilhete de Identidade. Apesar deste número, 109 mil documentos permanecem por levantar nos postos de identificação”, referiu. João Mateus explicou que o processo de emissão do BI ganhou uma nova dinâmica, com a implementação, há um ano, da política de universalização do documento de identificação pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. No âmbito desta política de universalização, informou, a impressão do BI é feita, neste momento, em todas as sedes capitais das 21 províncias do país.O técnico sublinhou que, em Luanda, além do posto da direcção nacional, que emite uma média diária de 600 bilhetes/dia, a impressão é, também, feita nos Combatentes, Sambizanga, Samba e Viana. Apelo ao levantamentoJoão Mateus apelou aos cidadãos para levantarem os documentos após a emissão. “O Ministério faz a sua parte, mas muitos cidadãos não regressam para levantar o Bilhete de Identidade”, observou.O responsável explicou que o Bilhete de Identidade (BI) se tornou indispensável, porque permite ao cidadão, através do número do BI, ter o Número de Identificação Fiscal (NIF), fazer matrículas escolares, concursos públicos, abertura de contas bancárias e outros serviços. João Mateus disse que a universalização do BI abrange os serviços de maternidade. Acrescentou que, em várias unidades hospitalares, o recém-nascido pode efectuar o registo de nascimento e iniciar o processo de emissão do BI. O técnico da DNIRN anunciou que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos continua a expandir a impressão local para novos postos. O objectivo consiste em reduzir o tempo de espera e aproximar os serviços dos cidadãos. João Mateus apelou à população no sentido de solicitar o BI antes dos períodos de maior procura, para evitar longas filas, tempo de espera e facilitar o atendimento. “Em Junho, emitimos mais de nove mil BI apenas neste posto devido ao aumento da demanda pelo documento. Antes, não registámos estes números porque os cidadãos não afluíam aqui para o efeito”, disse.




