Um total de 259 profissionais de saúde beneficia, actualmente, dos programas de formação em Oftalmologia em Angola, informou, na última quinta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública.
Carlos Pinto de Sousa falava na abertura do segundo Congresso do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA), que decorre em Luanda, sob o tema “Inovação, Tecnologia e Acesso à Saúde Ocular” e o lema “Inovar para Ver Melhor”.
O governante explicou que a iniciativa se enquadra no programa das diferentes modalidades de formação promovidas pelo Ministério da Saúde e já abrangeu 168 médicos, 89 técnicos de Enfermagem, um enfermeiro e um técnico de diagnóstico e terapêutica.
Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, a formação em Oftalmologia integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), através de quatro modalidades, como especialização médica, pós-média de técnicos de Enfermagem, capacitação de curta duração em glaucoma e formação especializada no exterior.
Dos profissionais abrangidos, frisou, 80 médicos frequentam a especialização em Oftalmologia, sendo que 55 se encontramem formação, 20 já concluíram e cinco têm a matrícula em pausa ou anulada.
A formação, informou, decorre principalmente em Luanda, Benguela, Cabinda e Huíla, contribuindo para o aumento da disponibilidade de especialistas no país.
Além da especialização médica, sublinhou, 89 técnicos de Enfermagem frequentam uma formação pós-média em Oftalmologia, iniciada em Abril deste ano e que tem a duração de um ano.
A formação para este grupo, acentuou Carlos Pinto de Sousa, decorre nos pólos do Icolo e Bengo, Lubango, Benguela e Namibe, com conclusão prevista para Abril de 2027.
Na área do glaucoma, salientou, 79 médicos concluíram uma formação teórico-prática, realizada em Janeiro do corrente ano, no Instituto Oftalmológico Nacional de Angola.
Dos participantes, 71 trabalham em Luanda e oito estão distribuídos por outras seis províncias, permitindo ampliar para fora da capital a capacidade de diagnóstico e tratamento clínico-cirúrgico do glaucoma.
De acordo com o governante, o programa de formação inclui ainda 17 profissionais no exterior, sendo 16 no Brasil e um em Espanha.
As formações, frisou, abrangem áreas como catarata, glaucoma, retina, Oncologia ocular, Enfermagem e Optometria.
Dos 259 profissionais abrangidos pelos programas, acrescentou, estão distribuídos por 18 províncias, sendo Luanda o com maior número de inscrições, com 112 profissionais, seguindo-se Icolo e Bengo, com 36, Benguela, com 33, Huíla, com 22, e Namibe, com 19.
Do total de profissionais abrangidos, explicou, 61 por cento são mulheres e 39 são homens.
Carlos Pinto de Sousa disse que a aposta na Oftalmologia se enquadra numa estratégia mais ampla do Ministério da Saúde, que prevê capacitar e especializar 38 mil profissionais de saúde até 2028.
Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, o objectivo é reforçar a capacidade nacional de diagnóstico e tratamento das doenças oculares, tanto em Luanda quanto nas restantes províncias.
O II Congresso do IONA reuniu especialistas de Angola, Gâmbia, Brasil e França, para dois dias de discussão sobre inovação, tecnologia, formação e acesso aos cuidados de saúde ocular.




