Um total de 762 pessoas perdeu a vida na época balneária 2025/2026 em todo o país, vítimas de afogamento, informou, ontem, no Lobito, Benguela, o comandante nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB).
Ao presidir o acto de central de abertura da nova época balnear, o comissário-bombeiro principal, Bravo Pereira Mendes, disse que o número de mortos representa um aumento de 82 casos em relação ao igual período no ano anterior.
Segundo o responsável, a província de Benguela liderou a lista com o registo de 108 mortes durante o período em referência, destacando a importância de redobrar a vigilância e prevenção nas praias.
“O cenário deve ser encarado como um alerta e urge reforçar as medidas preventivas com ampliação da capacidade de resposta e o aproximar cada vez mais das nossas acções junto às comunidades”, defendeu.
Para o comandante Na-cional, as estatísticas revelam, igualmente, que, nas últimas cinco épocas balneares, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros registou 3.665 mortes por afogamento, com uma média anual de 600 casos, sendo que 75 por cento das vítimas foram do sexo masculino com idades entre os nove e os 45 anos, ocorrendo com maior incidência em cachimbas, lagoas e rios.
Estes números, alertou, não devem ser vistos apenas como meras estatísticas, porque envolve uma família, uma história e uma perda que, em muitos casos, podia ser evitada.
O comandante nacional do SPCB disse que, no ano passado, foram realizadas 147 mil campanhas de sensibilização, o que permitiu elucidar a população sobre os perigos do mar, nos rios e nas lagoas.
Aposta na formação
Segundo o responsável, é preciso apostar continuamente na formação e capacitação do efectivo, para a melhoria das condições de trabalho, de aquartelamento, do reforço dos meios necessários, a fim de garantir a qualidade e a prontidão operacional do contexto que exige de todos.
Maior segurança
Por seu turno, a vice-go-vernadora provincial de Benguela para o sector Político, Social e Económico, Cátia Cachuco, reafirmou o compromisso das instituições competentes com a prevenção, segurança e a protecção dos cidadãos que frequentam as praias.
A época balnear, informou, decorre durante o período de 9 meses compreendidos entre Agosto e Maio, constituindo o período de maior afluência nas zonas balneares e, assim, exigir das autoridades uma atenção redobrada, sobretudo no domínio da prevenção de acidentes e na salvaguarda das vidas humanas.




