O Programa Global Fase 2, implementado pela Dom Bosco Técnica África em parceria com a delegação nacional da instituição, prevê beneficiar mais de dois mil jovens angolanos até 2027.
A iniciativa conjunta tem como metas estratégicas o reforço da formação profissional, o fomento da inclusão social e a criação de novas oportunidades de empregabilidade. Em entrevista ao Jornal de Angola, o coordenador local do projecto, José Francisco, esclareceu que a plataforma arrancou no país em 2025. Trata-se de uma iniciativa regional de grande impacto que abrange, actualmente, 11 nações da África Subsaariana. As actividades práticas decorrem em oito Centros de Formação Profissional Dom Bosco espalhados pelo território nacional, visando elevar a qualidade dos programas pedagógicos e sintonizá-los com as actuais exigências do mercado de trabalho.Actualmente, mais de 500 jovens frequentam as salas de aula. “Até ao momento, contamos com 700 beneficiários directos. A nossa grande meta é ultrapassar as duas mil inscrições até ao encerramento do projecto, em 2027”, afirmou José Francisco. As unidades funcionam nas províncias de Luanda, Cuanza-Norte, Benguela, Huambo, Moxico, Cuanza-Sul, Cabinda e Icolo e Bengo. A capacidade de acolhimento varia segundo a dimensão de cada infra-estrutura, sendo que o pólo de Luanda lidera com vagas para mais de 300 formandos por cada ciclo formativo. Oferta formativaO responsável adiantou que a oferta de cursos varia conforme a realidade socioeconómica de cada província. Na capital do país, por exemplo, o leque formativo inclui especializações em Soldadura Industrial, Frio e Climatização, Electricidade Residencial, Corte e Costura, Hotelaria, Reparação de Electrodomésticos, Cabeleireiro e Secretariado Informatizado. O responsável explicou que o programa assenta em três pilares essenciais: advocacia, empregabilidade e inclusão. “O propósito é uniformizar os padrões de qualidade da formação profissional nos centros Dom Bosco, alinhando-os às normas nacionais, aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a referências internacionais de gestão de qualidade”, sublinhou. Para o coordenador local do Programa Global Fase 2, José Francisco, a inclusão social assume-se como um dos eixos vitais do projecto. “A organização procura elevar a participação de mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como a soldadura e a electricidade, além de preparar condições físicas e pedagógicas para integrar pessoas com deficiência”, realçou. CritériosPara ingressar nos centros de formação profissional Dom Bosco, os candidatos devem possuir, no mínimo, a 6.ª classe concluída e o Bilhete de Identidade válido. José Francisco esclareceu que o processo selectivo avalia também o grau de vulnerabilidade social dos candidatos, sendo dada prioridade absoluta aos jovens provenientes de famílias mais desfavorecidas. O Programa pretende, reforçar as ligações entre a formação profissional e o mercado de trabalho, por meio da criação de parcerias com instituições públicas e privadas. A meta, adiantou o coordenador, é garantir que pelo menos 40% dos jovens formados em cada ciclo tenham a oportunidade de realizar estágios profissionais até ao encerramento do projecto. Além da vertente estritamente técnica, a rede Dom Bosco aposta fortemente na formação humana, integrando no seu currículo disciplinas voltadas para competências de vida, desenvolvimento do pensamento crítico e empreendedorismo.




