Malária mata 185 pessoas no Cubango em seis meses

Pelo menos 185 pessoas morreram, de Janeiro a Junho deste ano, na província do Cubango, vítimas de malária, informou, esta terça-feira, na cidade de Menongue, a chefe do departamento local da Saúde Pública.
Em declarações ao Jornal de Angola, Cristina Luísa explicou que no período em balanço as autoridades sanitárias do Cubango registaram um total de 176.125 doentes diagnosticados com malária, com maior realce nos municípios de Menongue e do Caiundo.
Em relação a igual período, no ano passado, foram atendidos 137.962 doentes, enquanto 123 perderam a vida, sublinhou a responsável.
Acrescentou também que durante o primeiro semestre deste ano, o departamento local da Saúde Pública verificou um aumento considerável de 38.163 casos de malária e 62 mortes, em comparação ao período homólogo de 2024 .
Cristina Luísa disse, igualmente, que as crianças dos zero aos cinco anos e os adolescentes têm sido os mais afectados, apontando que o aumento de casos de malária a nível da região tiveram a ver com as chuvas que caíram com muita intensidade entre Dezembro de 2024 a Abril de 2025.
Por outro lado, fez saber que o programa de luta contra a malária continua a trabalhar para acabar com os focos de reprodução de mosquitos e para o reforço da distribuição de mosquiteiros às mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.
As autoridades sanitárias no Cubango têm promovido campanhas de sensibilização junto da população sobre o uso correcto do mosquiteiro, a formação dos técnicos de saúde e dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), para inverter o actual quadro preocupante da referida doença.
A chefe de departamento local da Saúde Pública assegurou, ainda, que o Cubango tem fármacos suficientes para dar resposta aos doentes que procuram as unidades sanitárias para o tratamento da malária e que na época do cacimbo as pessoas foram aconselhadas sobre a importância do uso de mosquiteiros, repelentes, sobretudo nas crianças, e para eliminarem o capim ao redor das casas, os charcos de água e os focos de lixo.


