O papel das Organizações Não Governamentais (ONG) no desenvolvimento comunitário foi reavaliado, sexta-feira última, numa reunião metodológica entre o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) e membros destas organizações.
A ministra da Acção Social, Ana Paula do Sacramento Neto, considerou o encontro relevante, pelo facto de no país existirem muitas ONG nacionais e estrangeiras, com quem o Executivo tem trabalhado em parceria, no quadro das boas práticas da governação transparente.
As organizações, afirmou, têm sido, ao longo de vários anos, parceiras do estado na promoção do desenvolvimento humano, na inclusão social, assistência humanitária, protecção dos grupos mais vulneráveis e na concretização de diferentes iniciativas de interesse público nas áreas da Saúde, Educação, da protecção das crianças, equidade e igualdade de género.
A ministra explicou que o Instituto de Supervisão das Actividades Comunitárias assume, no momento, responsabilidades acrescidas, porém, devem privilegiar uma abordagem preventiva, pedagógica e proporcional para promover o acompanhamento, monitoria, orientação técnica e a cooperação institucional.
Ana Paula do Sacramento Neto apelou, por isso, ao Instituto de Supervisão das Actividades Comunitárias mais aproximadamente às ONG e uma monitorização com rigor, capaz de orientar, acompanhar, capacitar e identificar os riscos para estas organizações no país.
Actualmente, reconheceu, existem organizações que trabalham diariamente junto das comunidades, por isso, o Executivo angolano pretende criar condições para que possam exercer a sua missão num ambiente com mais segurança jurídica, credibilidade institucional, transparência e confiança.
“O aumento e a prevalência das Organizações Não Governamentais no país trazem consigo responsabilidades acrescidas”, avançou, acrescentando que quanto maior as intervenções das ONG na sociedade mais devem ser capazes de demostrar como são geridos os recursos e quais os resultados alcançados junto das comunidades.




