MEA considera “duro golpe” aos estudantes e jovens subida do preço de táxi pelo Governo angolano

Luanda - O Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) manifesta o seu repúdio à decisão do Governo angolano, por via da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), de proceder ao aumento das tarifas dos transportes públicos colectivos, nomeadamente dos táxis e autocarros urbanos.
A medida das autoridades surge na sequência do aumento do preço do gasóleo, alegando que tem como objectivo garantir o equilíbrio financeiro das operadoras de transporte. A nova tarifa aplica-se aos táxis colectivos urbanos, também conhecidos como “azuis e brancos”.
De acordo com um comunicado tornado público pela ANTT, os preços dos autocarros urbanos também foram actualizados para Kz 200,00 por viagem, enquanto as tarifas intermunicipais serão definidas pelas administrações locais, de acordo com a realidade operacional de cada rota.
Entretanto, em nota de repúdio enviado ao Club-K, o MEA entende que, a nova tarifa de 300 kz para táxis colectivos e 200 kz para autocarros urbanos, “representa um duro golpe para milhares de estudantes e jovens”, que para o Movimento dos Estudantes Angolanos, “dependem diariamente destes meios de transporte para se deslocarem às suas instituições de ensino, locais de estágio e trabalho informal”.
“Esta medida é socialmente injusta, sobretudo num contexto de crise económica e desemprego juvenil elevado”, lê-se.
O MEA entende que, antes de qualquer subida nos preços dos transportes, o Executivo devia criar mecanismos reais de apoio à juventude estudantil, como o passe estudantil, subsídios à mobilidade ou investimentos robustos no transporte público estatal.
“Reiteramos que a educação não pode ser um privilégio condicionado por medidas que afastam os jovens das salas de aula”, reforça a nota, que acrescenta que “o aumento das tarifas ameaça gravemente o direito à educação, previsto constitucionalmente”.
Neste sentido, a organização que defende a classe de estudantes no país, “exige a revisão urgente desta medida e apelamos à solidariedade de todos os movimentos juvenis, estudantis e organizações da sociedade civil para que se ergam em defesa do interesse público”.


