A presidente da Associação Meia-Lua, Princesa Gomes, revelou, terça-feira, em Luanda, que a instituição pretende ampliar a cooperação com organizações dos países lusófonos e da África Austral, com o objectivo de fortalecer as acções de apoio às pessoas e famílias afectadas pela anemia falciforme.
A responsável, que falava ao Jornal de Angola à margem da conferência dedicada à anemia falciforme, frisou que a aproximação com organizações de Angola, Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e África do Sul poderá abrir novas oportunidades para a realização de projectos conjuntos, acções de formação, campanhas de sensibilização e iniciativas de apoio às famílias.
Segundo Princesa Gomes, a visita de representantes das organizações à sede da Associação Meia-Lua permitiu apresentar o trabalho desenvolvido pela instituição e, simultaneamente, conhecer experiências de entidades que enfrentam desafios semelhantes noutros países.
“Receber essas delegações representou mais do que uma simples visita. Significou abrir a Associação Meia-Lua a uma rede internacional de colaboração e dar maior visibilidade à luta contra a anemia falciforme”, sustentou.
A presidente da associação explicou que a troca de experiências constitui uma oportunidade para conhecer diferentes formas de abordar os desafios relacionados com a doença, sobretudo nas áreas de apoio às famílias, educação e sensibilização.
A responsável realçou, igualmente, a possibilidade de os contactos estabelecidos durante o encontro evoluírem para parcerias permanentes entre as organizações participantes.
“Esperamos que a conferência não termine apenas num encontro ou numa troca de experiências, mas que se traduza em compromissos e acções concretas que melhorem a vida das pessoas com anemia falciforme em Angola”, sublinhou.
Para Princesa Gomes, a presença de organizações de vários países demonstra que os desafios relacionados com a anemia falciforme ultrapassam as fronteiras nacionais e exigem maior articulação entre instituições.




