Ndalatando – A ministra da Educação, Érika Aires, apelou hoje, em Ndalatando, aos professores para ponderarem os avanços, de modo a que nenhuma criança seja privada de aulas, e para que encontrem soluções duradouras na mesa de diálogo..
Ndalatando – A ministra da Educação, Érika Aires, apelou hoje, em Ndalatando, aos professores para ponderarem os avanços, de modo a que nenhuma criança seja privada de aulas, e para que encontrem soluções duradouras na mesa de diálogo..
A governante, que falava esta segunda-feira, em Ndalatando (Cuanza-Norte), na abertura do IV Conselho Consultivo do Ministério da Educação (MED), manifestou a disposição da instituição em dialogar, afirmando que a mesma permanece e permanecerá sempre disponível.
Érika Aires fez este apelo a propósito da greve geral anunciada, no final de semana, pelo Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), por insatisfação face ao incumprimento de acordos constantes do caderno reivindicativo apresentado ao MED. A greve está marcada para o período de 21 de Setembro (segunda-feira) a 15 de Outubro.
No entanto, o MED considera a greve injustificada, alegando que estão cumpridos 11 pontos do caderno reivindicativo, com destaque para a melhoria das condições salariais e de trabalho dos docentes.
Érika Aires ressaltou a importância dos professores no processo de ensino e aprendizagem, considerando-os o factor decisivo para a qualidade do ensino. Segundo a ministra, não há reforma educativa sustentável sem professores preparados, motivados, valorizados e responsabilizados.
Afirmou que, a par da dimensão salarial, é importante garantir uma formação inicial e contínua de qualidade, condições dignas de trabalho, acompanhamento pedagógico e desenvolvimento na carreira.
No seu discurso, a ministra reiterou a necessidade de o aluno continuar no centro de toda a acção educativa como critério de decisão. Para a governante, este desiderato ganha maior importância perante um desafio que assumiu como prioridade nacional: garantir a aprendizagem efectiva a todos os alunos, sem excepção.
Por sua vez, o governador do Cuanza-Norte augura que, após os progressos alcançados na expansão do acesso à educação, se assegure que cada criança não apenas frequente a escola, mas que aprenda, desenvolva competências, adquira valores e esteja verdadeiramente preparada para a vida.
O governante deseja que a escola seja, acima de tudo, um espaço de aprendizagem, inclusão, transformação e construção de cidadania, e não apenas um local de matrícula, permanência e aprovação. Espera, igualmente, que a formação contínua dos docentes, a supervisão pedagógica, a valorização profissional, a disciplina e a avaliação permanente continuem no centro das prioridades.
Quanto à província do Cuanza-Norte, referiu que o executivo local vai continuar a expandir a rede de ensino, melhorar as condições do nível secundário, construir mais escolas, reforçar a alimentação escolar e integrar as crianças que ainda se encontram fora do sistema de ensino.
Disse que a província está igualmente empenhada no fortalecimento do ensino técnico-profissional e na melhoria dos laboratórios, bibliotecas e meios pedagógicos, aproximando a formação das necessidades reais da região e das exigências do mercado de trabalho.
O IV Conselho Consultivo do MED, que termina terça-feira, visa identificar os principais constrangimentos que afectam a implementação das políticas educativas, para a melhoria da acção governativa no sector.
Participam no encontro, além dos responsáveis do sector, os vice-governadores para a Esfera Política, Económica e Social das províncias do Cuanza-Norte, Malanje e Icolo e Bengo.
O III Conselho Consultivo do MED aconteceu em Maio de 2025, na cidade do Lubango (Huíla).IMA/YD




