A rede de estradas foi considerada como um elemento fundamental para impulsionar a produção em sectores estratégicos, tais como a agricultura, comércio, indústria e turismo. A consideração foi feita pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, durante a 23.ª edição do CaféCIPRA, decorrida esta esta Quarta-feira, sob o tema “A construção de estradas como alavanca à produção nacional”.
Na ocasião, o ministro salientou que os 79.300 quilómetros que compõem a rede viária do país exercem uma influência directa no desempenho da economia nacional.
Citado pela Angop, o governante destacou os progressos registados no sector e o empenho constante do Executivo para reabilitar, modernizar e conservar estradas e pontes nos últimos anos.
O ministro informou que aproximadamente 27.600 quilómetros da malha viária nacional correspondem à rede principal, que garante a ligação das capitais provinciais e das fronteiras do país. Desse número, aproximadamente 12.100 quilómetros, correspondentes entre 43 e 45 por cento, já estão asfaltados.
No que diz respeito à rede municipal de estradas, o ministro explicou que esta é constituída por vias secundárias e terciárias, que perfazem 51.700 quilómetros, sendo que 15.100 quilómetros já contam com pavimentação.
O ministro fez ainda uma retrospectiva sobre a evolução do sector, destacando o retrocesso da rede viária na época pós-independência, em consequência dos estragos provocados pelo conflito armado, que fez com que passasse de 75.000 quilómetros para aproximadamente 51.000 quilómetros em 2002, escreve a Angop.
No sentido de reverter esse cenário, Carlos dos Santos destacou as medidas destinadas à recuperação, manutenção e construção que tiveram início em 2003, através da execução do Programa de Reabilitação de Infra-estruturas Rodoviárias (PRIR).
Neste contexto, o ministro referiu que o sector tem em curso os programas de Pesagem, Portagens e Estradas de Terra, com o objectivo de garantir a longevidade da rede viária e reduzir o ritmo de deterioração do asfalto.
"(...) Ainda se assiste a excessos de cargas pelas nossas estradas e, obviamente, o programa de pesagens, centrado na instalação de balanças nos eixos principais, não tem como objecto principal obter retorno financeiro, tem como objecto principal disciplinar, evitarmos os excessos de carga, que sim, se formos disciplinar, sem excesso de carga que se assiste hoje, mais facilmente nós conservamos as nossas estradas alinhados ao programa corrente de manutenção e conservação", afirmou, citado num vídeo do CIPRA a que o VerAngola teve acesso.
"O outro é o programa de portagens, aí sim essas servem como fonte de arrecadação de recursos que servem para complementar as acções da manutenção e conservação das nossas estradas", acrescentou.
Na ocasião, segundo um comunicado do CIPRA a que o VerAngola teve acesso, o ministro revelou que o "Governo vai instalar, ainda este ano, balanças em pontos estratégicos da Estrada Nacional 230 (EN-230), concretamente na região de Maria Teresa e na entrada da cidade de Saurimo, devido ao intenso tráfego de veículos pesados naquela via".
Além disso, adiantou, também está "prevista a instalação de uma balança na Estrada Nacional 100 (EN-100), depois da Barra do Cuanza, perspectivando-se também a colocação deste equipamento em troços entre as províncias do Cuanza Sul e Benguela".
Na ocasião, "o ministro destacou igualmente a importância das estradas de terra para o desenvolvimento económico e social do país".
"O programa de estradas de terra, explicou, foi concebido para facilitar o escoamento da produção nacional, ligando os centros de produção aos centros de consumo, mas também para melhorar o acesso às zonas mineiras, turísticas e a outros pontos de interesse económico e social", pode ler-se no comunicado.
O principal desafio do sector, segundo o ministro, é a manutenção da rede viária: "A manutenção da rede viária constitui o principal desafio do sector, sendo fundamental para dinamizar a economia, promover o emprego e alavancar o desenvolvimento socioeconómico sustentável do país", referiu, citado pela Angop.




