O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social reiterou ontem, em Luanda, o compromisso de continuar a trabalhar com os operadores do sector da Publicidade para a criação de um ambiente favorável ao investimento e promoção de uma concorrência assente na qualidade dos produtos e das campanhas publicitárias.
Mário Oliveira reafirmou o compromisso ao intervir na cerimónia de abertura do Festival Internacional de Publicidade, Comunicação, Criatividade, Marketing e Media (FESTIPUB 2026) dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que decorre até sexta-feira e reúne profissionais, agências, produtoras e anunciantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde.
Durante três dias, o evento promove mesas-redondas, laboratórios criativos, palestras e sessões de conversas. As actividades são destinadas à partilha de conhecimento, à aprendizagem e ao intercâmbio entre profissionais de renome e jovens talentos.
Na ocasião, o ministro considerou que a presença de outros países reforça os laços históricos, linguísticos e culturais entre os PALOP, defendendo que a convivência e a cooperação devem prevalecer sobre a concorrência.
“Estou convicto de que a cooperação entre as instituições públicas e as organizações representativas do sector continuará a fortalecer a publicidade, o marketing e a comunicação em Angola”, afirmou.
O governante lembrou que, desde a edição anterior, o FESTIPUB expandiu o seu âmbito para além das fronteiras nacionais, consolidando-se como um festival dos PALOP. Nesta edição, empresas de Moçambique e de Cabo Verde concorrem lado a lado com as agências angolanas na busca pelas melhores soluções de mercado.
O responsável reconheceu, por outro lado, que os últimos anos foram marcados por dificuldades económicas que forçaram muitas empresas a reduzir os seus orçamentos publicitários. Apesar deste cenário desafiante, destacou o esforço de profissionais e organizações para preservar postos de trabalho e elevar a qualidade dos serviços prestados.
Novas tecnologias
Mário Oliveira ressaltou também a importância das tecnologias de informação na actividade publicitária, apontando que as ferramentas digitais proporcionam ganhos significativos em criatividade e inovação.
O ministro alertou, contudo, que a tecnologia não deve substituir a essência da criação. Para o governante, continua a ser responsabilidade dos profissionais produzir mensagens capazes de influenciar positivamente o público e preservar a confiança dos consumidores — um dos principais activos do sector — por meio de campanhas responsáveis.
Lei Geral da Publicidade
O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social está a promover a discussão e revisão da Lei n.º 9/17, de 13 de Março, Lei Geral da Publicidade, com o objectivo de adequar o diploma à realidade actual e criar melhores condições para o crescimento e a harmonização do mercado publicitário.
Segundo o ministro Mário Oliveira, a revisão legislativa pretende impulsionar o desenvolvimento do sector, promover um ambiente de confiança entre empresas e consumidores e alinhar a legislação aos desafios da modernização e da transformação digital.
O governante apelou ao envolvimento dos profissionais e das associações da indústria publicitária no debate da nova proposta, garantindo que o diploma atenda às necessidades de todos os operadores do mercado.
Por sua vez, o presidente do FESTIPUB, Gildo Monteiro, destacou que o evento, já na sua 5.ª edição, tem como principal objectivo dar visibilidade aos talentos dos PALOP. “Sabemos o quão difícil é tirar uma ideia do papel, e o Festival nasceu justamente para projectar esses criativos”, afirmou.
No mesmo alinhamento, a administradora da Academia BAI, Maria Almeida, apontou o certame como um espaço crucial para o diálogo, a aprendizagem e a partilha de conhecimento.




