O Ministério da Saúde (MINSA) estabeleceu o dia 30 de Outubro de 2026 como prazo para a indicação de candidatos às 735 vagas de formação disponibilizadas pelo Brasil para 2027, das quais 344 continuam por preencher.
A orientação foi definida durante uma reunião de trabalho entre o Instituto de Especialização em Saúde (IES) e pela Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), com o objectivo de avaliar e coordenar a distribuição das oportunidades de especialização destinadas aos profissionais do sector.
Segundo os dados do painel do Programa Brasil-Angola, actualizados a 20 de Outubro, das 735 vagas disponíveis, 391 já estavam ocupadas, enquanto 344 permaneciam por preencher.
As oportunidades abrangem 171 especialidades em 55 instituições formadoras brasileiras, incluindo programas de fellowship, residências e outras modalidades de capacitação.
Entre as áreas contempladas estão Saúde da Família, Medicina de Família e Comunidade, Clínica Médica, Enfermagem Cirúrgica, Fisioterapia, Saúde Pública, Terapia Intensiva, Oncologia, Infectologia, Epidemiologia, Pediatria, Neonatologia, Cardiologia, Nefrologia, Neurologia e Medicina Intensiva.
A oferta inclui ainda Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Engenharia Clínica, Saúde Digital, Farmácia Hospitalar e Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente.
Instituições devem indicar profissionais elegíveis
No âmbito do processo, os directores nacionais, os directores-gerais das unidades hospitalares e os responsáveis dos Gabinetes Provinciais da Saúde devem identificar e encaminhar à UIP-PFRHS as propostas de profissionais elegíveis, respeitando o prazo estabelecido e os requisitos académicos, profissionais e documentais exigidos pelas instituições formadoras.
A indicação dos candidatos deve ter em conta as carências de recursos humanos, as prioridades assistenciais e a capacidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos nos respectivos serviços de origem.
O MINSA apela ao cumprimento dos procedimentos e prazos definidos, alertando que os atrasos administrativos poderão comprometer o aproveitamento das oportunidades de formação disponibilizadas a Angola.
Formação de 38 mil profissionais
A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, que prevê a formação de 38 mil profissionais, dos quais 80% em Angola e 20% no exterior.
De acordo com a informação divulgada pelo MINSA, a qualificação dos recursos humanos constitui uma prioridade estratégica para reforçar as competências técnicas, responder às necessidades das unidades sanitárias e melhorar a qualidade da assistência à população.
A cooperação com as instituições brasileiras visa igualmente aprofundar a especialização dos quadros nacionais, promover a transferência de conhecimentos e reforçar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.




