O Ministério da Saúde (MINSA) mobilizou uma equipa nacional de resposta rápida para reforçar o combate à Mpox na província de Cabinda, onde estão concentrados 200 dos 289 casos confirmados da doença em Angola até 11 de Agosto.
A equipa, liderada pela área de Saúde Pública do MINSA, permanecerá na província nos próximos dias para apoiar as autoridades locais na investigação epidemiológica, rastreio e acompanhamento dos contactos dos casos positivos.
A medida foi anunciada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante uma missão de trabalho a Cabinda, destinada a avaliar a resposta das autoridades sanitárias ao aumento de casos de Mpox.
Entre as prioridades da equipa estão ainda o reforço da vigilância epidemiológica, a mobilização das comunidades e a implementação de medidas para interromper as cadeias de transmissão da doença.
Como parte da estratégia de controlo, o MINSA prepara igualmente uma campanha de vacinação de bloqueio, que deverá abranger, numa primeira fase, pessoas que tiveram contacto com casos confirmados e outros grupos considerados de maior risco.
A vacinação ainda depende, contudo, da disponibilização das doses. Segundo Sílvia Lutucuta, Angola conta com o apoio de parceiros internacionais e aguarda pela disponibilização de vacinas através do CDC África.
A ministra explicou que a vacinação de bloqueio pretende interromper rapidamente as cadeias de transmissão e reduzir o risco de aparecimento de novos casos.
Cabinda representa um desafio particular para as autoridades sanitárias devido à sua extensa fronteira com a República Democrática do Congo (RDC) e à intensa circulação de pessoas entre os dois territórios.
Sílvia Lutucuta esclareceu, entretanto, que a situação epidemiológica na província não está associada exclusivamente à circulação transfronteiriça, uma vez que existem evidências de transmissão local.
Perante este cenário, o MINSA pretende intensificar a vigilância comunitária e o acompanhamento dos contactos, enquanto aguarda pela chegada das vacinas.
A resposta deverá envolver também outros sectores do Estado, nomeadamente as Forças Armadas Angolanas e o Ministério do Interior, em coordenação com as autoridades de saúde.
Apesar dos 289 casos confirmados no país até 11 de Agosto, Angola não registou mortes por Mpox, embora alguns pacientes apresentem quadros clínicos graves e permaneçam sob acompanhamento médico.
A permanência da equipa de resposta rápida em Cabinda deverá permitir reforçar a capacidade de detecção precoce, investigação dos casos e contenção da transmissão, enquanto as autoridades preparam a vacinação de bloqueio.



