O presidente da organização não-governamental MINUTO VERDE, Rafael Lucas, defendeu uma intervenção coordenada das autoridades para investigar a contaminação das águas da Baía de Luanda, após a alteração da cor da água e o aparecimento de peixes mortos na zona costeira.
Em declarações à RTP África sobre o caso, o ambientalista considerou que a situação exige uma atenção especial, tendo em conta os riscos para o ecossistema marinho, a saúde pública e a segurança alimentar das comunidades que dependem dos recursos do mar.
Rafael Lucas sublinhou que a conservação da biodiversidade marinha é fundamental para a subsistência das famílias que dependem directa ou indirectamente da pesca e de outras actividades ligadas ao mar.
O responsável da MINUTO VERDE afirmou que ainda não existem resultados laboratoriais conclusivos que permitam determinar a origem da contaminação registada na Baía de Luanda.
Entre as possíveis causas, apontou a proliferação de microalgas, a descarga de águas residuais e a presença de outros agentes poluentes, salientando, contudo, que estas hipóteses carecem de confirmação científica.
O ambientalista defendeu, por isso, a realização de análises laboratoriais e o acompanhamento da qualidade da água, de modo a identificar os factores responsáveis pela alteração das condições ambientais da baía.
Face à situação, as autoridades angolanas aconselharam a população a não consumir peixe, crustáceos e outros produtos marinhos provenientes da Baía de Luanda, bem como a evitar actividades turísticas na zona costeira afectada.
Segundo Rafael Lucas, a adopção de medidas preventivas é importante para proteger a saúde pública enquanto decorrem as acções de monitorização e se aguardam os resultados das análises.
O presidente da MINUTO VERDE defendeu ainda uma resposta articulada entre as instituições competentes, com vista à identificação da origem da contaminação, à protecção do ambiente marinho e à salvaguarda das populações que dependem dos recursos da baía.
A situação volta a colocar em evidência a importância da monitorização ambiental e do controlo das fontes de poluição nas zonas costeiras, particularmente em áreas com elevada concentração populacional e intensa actividade económica.




