O Ministério da Saúde mobilizou os directores das unidades hospitalares e os responsáveis dos Gabinetes Provinciais de Saúde para indicar profissionais elegíveis às 735 vagas da primeira fase de formação especializada no Brasil, no quadro da cooperação bilateral entre os dois países.
A orientação foi transmitida durante uma reunião de coordenação com os responsáveis dos Gabinetes Provinciais de Saúde, dirigentes hospitalares e membros da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS), realizada, sexta-feira, em Luanda, soube o JA Online através de uma nota.
Em cumprimento das orientações da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, a coordenação destacou a necessidade de alinhar a selecção dos candidatos com a carência de especialistas, as prioridades assistenciais das unidades sanitárias e os requisitos definidos pelas instituições formadoras brasileiras.
Durante a reunião, os responsáveis hospitalares apresentaram questões relacionadas com a adequação das vagas às necessidades das respectivas instituições e com a disponibilidade de profissionais que reúnam os requisitos exigidos para admissão aos programas de formação.
Perante estas preocupações, a coordenação solicitou que as instituições sem candidatos elegíveis ou cujas vagas não correspondam às necessidades identificadas comuniquem atempadamente essas situações, permitindo avaliar alternativas e eventuais possibilidades de redistribuição.
Foi igualmente recomendada a actualização das necessidades formativas de cada instituição, organizadas por ordem de prioridade.
O encontro foi presidido pelo coordenador do PFRHS, Job Monteiro e contou com a participação, por videoconferência, do director-geral do Instituto de Especialização em Saúde (IES), neurocirurgião Djamel Kitumba, além de responsáveis de instituições hospitalares e membros da equipa técnica de especialidades da UIP-PFRHS.
Os directores das unidades hospitalares deverão promover a divulgação interna das oportunidades e identificar os profissionais que preencham os requisitos específicos de cada curso.
Vagas e requisitos para formação
Além das 735 vagas da primeira fase, foram referidas perspectivas de disponibilização de cerca de 1.500 oportunidades de formação ao longo de 2027.
As oportunidades abrangem especializações e estágios de curta, média e longa duração em áreas como nefrologia, anestesiologia, oncologia, medicina interna, ginecologia e obstetrícia, neurocirurgia, oftalmologia, neuropediatria, entre outras especialidades médicas, cirúrgicas e de enfermagem.
Para a candidatura, são exigidos o diploma de graduação numa profissão da área da saúde, certificado ou declaração comprovativa de exercício profissional ou de formação na especialidade, curriculum vitae actualizado, documento comprovativo do vínculo com o Governo de Angola, documento de identificação, comprovativo de residência e preenchimento do formulário específico de recolha de informações.
Para os cursos que o exigem, deverá igualmente ser apresentado o diploma de graduação em Fonoaudiologia. A admissão está ainda condicionada à aprovação numa entrevista online que será feita pela entidade formadora brasileira, sendo a experiência comprovada em Clínica Médica ou cirúrgica , Atenção Hospitalar considerada opcional, conforme os critérios definidos para cada oportunidade.




