O município de Moçâmedes registou 83.670 casos de diversas patologias entre Abril e Junho deste ano. A malária mantém-se como a doença de maior incidência, seguida da gripe e das doenças diarreicas agudas.
Apesar do aumento de algumas enfermidades em relação ao período homólogo de 2025, as autoridades sanitárias asseguram que a situação epidemiológica permanece controlada e sem risco para a saúde pública. Os dados foram apresentados pela directora municipal da Saúde, Adelina Kapanda, durante a última sessão ordinária de balanço epidemiológico. Segundo a responsável, a malária lidera as estatísticas com 19.914 diagnósticos, continuando a representar o maior desafio para os serviços de saúde locais. A gripe surge na segunda posição, com 5.798 casos, seguida pelas doenças diarreicas agudas, com 1.744 ocorrências. O relatório epidemiológico detalha ainda o registo de 1.093 casos de gastrite, 1.035 de doenças respiratórias agudas, 642 de hipertensão arterial, 592 de parasitose intestinal, 502 traumatismos diversos e 79 casos de tuberculose. Adelina Kapanda explicou que, comparativamente a igual período do ano passado, verificou-se uma subida nos indicadores da malária, gripe, doenças diarreicas agudas, gastrite, traumatismos, hipertensão e tuberculose. Este cenário, segundo a directora, reforça a necessidade urgente de intensificar as medidas de prevenção, a vigilância epidemiológica e a promoção da saúde junto das comunidades. Apesar da tendência de crescimento, a responsável esclareceu que a evolução da malária não é motivo de alarme, uma vez que a subida se fixou em torno dos 2%. “Os indicadores demonstram uma ligeira subida, mas a situação continua estável e não representa qualquer ameaça para a saúde pública no município”, assegurou. Com o objectivo de travar a incidência das principais patologias, sobretudo da malária, as autoridades sanitárias locais desenvolveram, durante o segundo trimestre, um conjunto de acções preventivas nos bairros periféricos e centrais de Moçâmedes. As iniciativas incluíram a distribuição de mosquiteiros impregnados com insecticida, campanhas de fumigação, palestras de sensibilização sobre higiene comunitária, além de testagem massiva para garantir o diagnóstico e o tratamento precoce da doença.




