Motoristas falam em vias “abandonadas” no percurso Cunene–Luanda

Motoristas que asseguram o transporte interprovincial entre o Cunene e Luanda denunciam o avançado estado de degradação das estradas ao longo do percurso, classificando vários troços como “abandonados” e sem manutenção regular, situação que compromete a segurança rodoviária e dificulta a circulação.
Segundo João Miguel e Salomão Justo, entre os pontos mais críticos está o troço que liga Cabo Ledo a Luanda. Os condutores com vários anos de experiência relatam a presença de inúmeras lombas, buracos e zonas de estreitamento, sobretudo entre a Barra do Kwanza e os Ramiros, onde a condução exige atenção redobrada para evitar acidentes.
Outro troço frequentemente apontado é o que liga o Sumbe ao Porto Amboim. Na zona do Rio Keve, os motoristas referem que os buracos persistem há vários anos, sendo considerados uma das principais causas de acidentes naquela via.
A situação tende a agravar-se durante a época chuvosa, quando muitos dos buracos ficam cobertos por água, dificultando a sua identificação e aumentando o risco de sinistros.
De forma geral, os profissionais do volante lamentam a ausência de intervenções consistentes nas principais vias do corredor Cunene–Luanda e apelam à actuação urgente das autoridades competentes, com vista à reabilitação dos troços mais degradados.
Os motoristas alertam que o estado actual das estradas compromete não só a segurança de passageiros e mercadorias, como também eleva os custos operacionais e o tempo de viagem, com impactos directos na actividade de transporte e na dinâmica económica.


