O sector da Saúde no Songo, província do Uíge, necessita de pelo menos seis médicos especialistas em diversas áreas assistenciais para reforçar a cobertura hospitalar local, revelou ontem o director municipal, Etelvino Alberto . O responsável avançou que as principais carências se concentram nas especialidades de Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Medicina Interna e Ortopedia.
“A falta destes profissionais gera sérios constrangimentos no atendimento hospitalar, sobretudo nos serviços de obstetrícia. Esta situação obriga-nos a realizar transferências frequentes de pacientes para o hospital geral, situado na cidade do Uíge”, sublinhou. Etelvino Alberto adiantou que seriam necessários dois especialistas em Ginecologia e Obstetrícia apenas para assegurar a assistência a partos complexos. Actualmente, a falta destes quadros faz com que, mensalmente, entre 12 e 16 grávidas em trabalho de parto sejam transferidas para a maternidade provincial do Uíge. O director classificou o cenário como preocupante, dada a dispersão das comunidades e a distância de 40 quilómetros que separa o Songo da capital da província. Na ocasião, o responsável apelou às gestantes para que realizem as consultas pré-natais de forma regular, prevenindo complicações no momento do parto. O Hospital Municipal do Songo também absorve a procura de pacientes provenientes de municípios vizinhos, tais como Bembe, Mucaba, Ambuíla e a periferia da cidade do Uíge (incluindo a localidade de Lucunga). Devido a este fluxo intermunicipal, a região necessita urgentemente de mais 100 técnicos de enfermagem para dar resposta à procura.“Actualmente, a assistência médica no Songo é assegurada por apenas sete médicos e 154 enfermeiros, distribuídos por 20 unidades sanitárias, entre postos e centros de saúde”, detalhou.




