Cinco cozinhas comunitárias em funcionamento nos municípios do Virei e das Cacimbas, na província do Namibe, estão a garantir refeições quentes, três vezes por semana, a famílias em situação de vulnerabilidade, com prioridade para idosos, crianças, pessoas com deficiência e mulheres grávidas.
A iniciativa, desenvolvida no âmbito das acções de combate à pobreza e à insegurança alimentar, visa melhorar as condições de vida das populações mais carenciadas e reduzir os níveis de vulnerabilidade social nas comunidades abrangidas.
No município do Virei, estão em funcionamento quatro cozinhas comunitárias, enquanto nas Cacimbas opera uma unidade que estende o atendimento às comunidades mais afastadas da sede municipal. As estruturas integram os programas de assistência alimentar geridos pela Acção Social e destinam-se a garantir refeições condignas a idosos, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade.
Nas Cacimbas, a recente reactivação do posto assegura igualmente o amparo directo a centenas de agregados familiares rurais.
Segundo o director da Acção Social da Administração Municipal do Virei, Tancredo Afonso, as cozinhas têm sido abastecidas com produtos alimentares para garantir a continuidade das refeições.
O responsável explicou que as refeições são servidas de acordo com um calendário definido pela Administração Municipal, permitindo assegurar um atendimento regular aos grupos considerados mais vulneráveis.
Tancredo Afonso destacou a articulação entre os sectores da Acção Social e da Agricultura, que permite aproveitar parte da produção local, sobretudo hortícolas como couve e repolho, para reforçar o abastecimento das cozinhas comunitárias.
Cobertura nas comunidades
A directora da Acção Social do município das Cacimbas, Guilhermina Alberto, afirmou que, apesar do funcionamento regular da cozinha comunitária, a procura continua elevada, obrigando os serviços a deslocarem-se às comunidades para garantir que o apoio alimentar alcance um maior número de famílias.
Guilhermina Alberto defendeu a construção de mais cozinhas comunitárias para o acesso das famílias residentes nas zonas mais isoladas.




