Na província do Namibe, cidadãos de diferentes sectores da sociedade esperam que a Mensagem sobre o Estado da Nação apresente um balanço das realizações do Executivo, reconheça as dificuldades que persistem e indique as medidas previstas para melhorar as condições de vida dos angolanos.
Por coincidir com a abertura do quinto e último ano legislativo da quinta legislatura e ocorrer num contexto de aproximação das eleições gerais de 2027, o pronunciamento é visto como uma oportunidade para avaliar os compromissos assumidos, os resultados alcançados e as prioridades para o período que resta do actual mandato.
O advogado José Cavela Cativa considera que a intervenção presidencial deve permitir uma avaliação abrangente da governação, incluindo o cumprimento das promessas eleitorais e as orientações previstas para o último ano do mandato.
Na sua perspectiva, é importante que o Chefe de Estado apresente uma leitura da situação económica, social e política do país, acompanhada de esclarecimentos sobre as medidas previstas para responder aos desafios que continuam a afectar a população.
Entre os assuntos que considera merecedores de atenção, estão o custo de vida, as finanças públicas, o desemprego, a formação do capital humano e a situação dos sectores da Saúde, Educação e Habitação. O advogado destaca igualmente a diversificação da economia e a melhoria das infra-estruturas, defendendo que o discurso esclareça as prioridades de investimento do Executivo.
Saúde entre as áreas a avaliar
O gestor escolar Ambrósio Jongolo considera que a Mensagem sobre o Estado da Nação deve apresentar os principais resultados do mandato presidencial, com particular atenção ao sector da Saúde, onde entende terem sido registados avanços.
Para o interlocutor, o pronunciamento não deve limitar-se à apresentação das realizações, devendo também identificar as dificuldades que persistem e as estratégias previstas para a sua superação.
Ambrósio Jongolo defende, assim, uma avaliação capaz de permitir aos cidadãos compreender o percurso da governação, os resultados das políticas públicas e as áreas que ainda exigem maior intervenção.
Na sua perspectiva, a análise dos ganhos e das limitações registadas ao longo do mandato deve contribuir para a definição de prioridades e para a apresentação de perspectivas concretas para os próximos anos.
Cunene pede respostas para a fome e as infra-estruturas
No Cunene, docentes universitários, profissionais da saúde e estudantes esperam que o Discurso sobre o Estado da Nação, a ser proferido pelo Presidente da República, João Lourenço, a 15 de Outubro, apresente medidas concretas para combater a fome e a pobreza, melhorar os serviços públicos e criar oportunidades para a população.
O professor universitário do Instituto Superior Rei Luhuna, Luís Lelo, defende a adopção de políticas públicas capazes de dinamizar a economia, reforçar os sectores sociais e melhorar as condições de vida das famílias.
Para o académico, o pronunciamento presidencial deve dar maior atenção aos problemas que afectam directamente os cidadãos, com destaque para a fome, a pobreza e o desemprego. Considera necessário que as medidas anunciadas contribuam para criar oportunidades e estimular a actividade económica.
No sector da Educação, Luís Lelo defende o reforço do investimento em infra-estruturas escolares, de modo a reduzir o número de crianças que frequentam aulas debaixo de árvores ou em instalações provisórias.
O docente considera igualmente importante expandir o ensino superior na província, através da construção de novas infra-estruturas universitárias, para facilitar o acesso dos jovens à formação e contribuir para o desenvolvimento local.
Na sua perspectiva, a melhoria das condições de aprendizagem deve abranger todos os níveis de ensino, aproximando as instituições das comunidades e criando melhores condições para a formação dos estudantes.
Luís Lelo considera ainda que o discurso presidencial deve constituir uma oportunidade para avaliar os resultados dos dois mandatos de João Lourenço, identificar os desafios ainda por superar e apresentar as prioridades para os próximos anos.
O académico defende, neste sentido, mecanismos rigorosos de fiscalização da execução dos projectos públicos, de modo a assegurar o cumprimento dos objectivos definidos e a utilização eficiente dos recursos do Estado.
Estradas para o escoamento da produção
Entre as preocupações apresentadas pelos entrevistados, está igualmente a necessidade de reabilitar as estradas de acesso às barragens de Ndue e de Calucuve.
Os cidadãos consideram que a melhoria destas vias poderá facilitar o escoamento dos produtos agrícolas para os principais mercados, contribuindo para dinamizar a actividade económica e melhorar as condições de comercialização da produção local.
A expectativa é de que o Discurso sobre o Estado da Nação apresente respostas para os desafios sociais e económicos do Cunene, com medidas que reforcem a educação, a saúde, a criação de oportunidades para os jovens e as infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento da província.
Deputados expectantes num discurso abrangente
Deputados dos dois principais partidos no país, participantes na VII edição do debate “O Estado da Nação”, realizado, ontem, em Luanda, estão expectantes num discurso abrangente do Presidente da República, a ser proferido amanhã na Assembleia Nacional.
Os deputados Nvunda Salucombo e João Mpilamosi, do MPLA, Nelito Ekuikui, da UNITA, assim como o jornalista José Gama manifestaram a sua expectativa durante um debate marcado pela divergência de opinião sobre a situação socioeconómica do país.
Apesar das críticas à governação, o deputado da UNITA Nelito Ekuikui reconheceu a aposta no sector da Saúde, concretamente na construção de infra-estruturas e a formação de quadros em várias especialidades. Entretanto, aguarda por um discurso que aborde perspectivas sobre as políticas macroeconómicas para aumentar a produção nacional e a produtividade.
No debate moderado pelo jornalista Amílcar Xavier, o também analista político José Gama espera que o Presidente da República apresente as estatísticas da governação e os resultados da situação política, económica e social dos dois mandatos.
O deputado Nvunda Salucombo, do MPLA, espera que o Chefe de Estado aborde o período de estabilidade económica, política e social, sustentado pelo funcionamento normal das instituições e pelas reformas estruturais implementadas nos últimos nove anos.
“O país está económica, política e socialmente estável. Digo isto porque não há sinais de paralisação das instituições, desde as eleições de 2008. As instituições funcionam normalmente. E há reformas que estão a ser operadas pelo actual Presidente, algumas das quais duras, mas necessárias”, afirmou.
Cuanza-Norte espera respostas sobre diferentes áreas
Na província do Cuanza-Norte, representantes políticos, religiosos e do sector empresarial esperam que o Presidente da República, João Lourenço, apresente, amanhã, no Discurso sobre o Estado da Nação, um balanço da governação e medidas concretas para melhorar as condições de vida dos cidadãos.
Entre as principais expectativas estão a criação de empregos, a melhoria do acesso à Saúde, Educação e Habitação, a construção de novas infra-estruturas e a adopção de políticas capazes de reduzir a pobreza e ampliar as oportunidades económicas.
Os entrevistados consideram igualmente importante que o pronunciamento presidencial esclareça os resultados das políticas públicas implementadas desde 2017, com destaque para a evolução da inflação, a produção agrícola e industrial, o acesso à alimentação e os progressos alcançados na prestação de serviços essenciais.
Pastor pede balanço das políticas públicas
O pastor da Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA) no Cuanza-Norte, Lúcio Marques, considera que o Discurso sobre o Estado da Nação representa uma oportunidade para o Presidente da República apresentar um balanço aprofundado das políticas públicas implementadas durante o mandato.
“Penso que será uma excelente oportunidade para o Presidente apresentar um retrato realista do país, fazendo um balanço profundo das políticas públicas implementadas durante o seu mandato”, afirmou.
Entre as questões que considera merecedoras de atenção, estão o emprego juvenil, o elevado custo da cesta básica, a situação do sistema de Saúde e os desafios que persistem no sector da Educação.
Lúcio Marques defende que a intervenção presidencial deve apresentar os efeitos concretos das políticas públicas na vida da população, incluindo o número de empregos criados nos últimos anos e as melhorias registadas no acesso aos serviços de saúde.
Para o pastor, é igualmente necessário avaliar as mudanças efectivas nas condições de vida das famílias, tendo em conta o custo de vida e a capacidade de aquisição de bens essenciais.
O combate à corrupção é outra das matérias que espera ver abordadas. Na sua perspectiva, o tema deverá continuar a merecer atenção no discurso presidencial, por constituir uma das principais bandeiras da governação.
O religioso considera ainda fundamental que o Chefe de Estado transmita uma mensagem de tolerância política, respeito pelas diferenças e compromisso com a paz, num contexto de preparação para as eleições gerais de 2027.
Medidas para melhorar o bem-estar das famílias
O gestor de empresas David Francisco espera que o discurso apresente medidas exequíveis para responder às necessidades da população e criar perspectivas de um futuro com melhores condições sociais e económicas.
O empresário defende um pronunciamento capaz de transmitir esperança aos cidadãos, sem ignorar as dificuldades que o país atravessa, e de demonstrar como as medidas anunciadas poderão contribuir para a resolução dos problemas quotidianos das famílias.




