O navio da Marinha lusa NRP Álvares Cabral partiu esta Quinta-feira de Lisboa para uma missão de diplomacia e segurança pela costa ocidental africana, que prevê a visita a 15 países, incluindo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"O NRP Álvares Cabral estará em missão nos próximos meses, contribuindo para que Portugal use o mar, através da defesa colectiva e expedicionária, da protecção dos interesses nacionais e da diplomacia naval, da patrulha, vigilância e fiscalização, da segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar", destacou a Marinha numa nota enviada à Lusa sobre a 'Iniciativa Mar Aberto 2026'.
A missão prevê a visita a 15 países: Cabo Verde (Mindelo), Gana (Tema), São Tomé e Príncipe (Príncipe e Baía Ana Chaves), Angola (Luanda), Nigéria (Lagos), Benim (Cotonou), Togo (Lomé), Costa do Marfim (Abidjan), Libéria (Monróvia), Serra Leoa (Freetown), Guiné (Conacri), Guiné-Bissau (Bissau), Gâmbia (Banjul), Senegal (Dakar) e Espanha (Las Palmas).
A 'Iniciativa Mar Aberto 26' tem como objectivo "contribuir para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal junto dos países da CPLP e de outros países do Golfo da Guiné".
Procura também "reforçar o esforço colectivo de segurança cooperativa promovido pela comunidade internacional, em particular pela União Europeia (UE), no âmbito das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) ao longo da costa ocidental africana", pode ler-se na nota da Marinha de Portugal.
Durante a missão irá decorrer também a 'viagem de instrução' dos cadetes do 3.º e 4.º anos da Escola Naval, entre esta Quinta-feira e 22 de Agosto, estando igualmente prevista a participação do navio em diversas actividades enquadradas no projecto SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pela UE.
O navio largou esta Quinta-feira à tarde desde a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com 188 pessoas, comandado pelo capitão-de-fragata Nelson Santos Martins.
A cerimónia de despedida do navio foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o almirante Jorge Nobre de Sousa, que sublinhou que esta missão é "uma das mais importantes expressões da acção externa da Marinha".
"Ao longo dos anos, esta missão tem permitido reforçar a segurança marítima, estreitar laços de cooperação, desenvolver capacidades e aprofundar relações de confiança com os países amigos da costa ocidental africana, em especial com os estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", realçou.




