Uma fábrica de produção de soro e outra de produção de medicamentos diversos poderão começar a funcionar ainda este ano no país, informou o director-geral da Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED), Solino Joel.
"Das 12 unidades fabris que estão a ser construídas em Angola, nós estamos a seguir com rigor seis. Estas seis estão totalmente avançadas e temos duas já na fase final", afirmou o responsável, em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA).
"Estamos agora a fazer o trabalho com as equipas que estão a supervisionar e a fiscalizar, pelo menos, os aparelhos e, com certeza, duas este ano provavelmente entram em acção, uma de soro e outra de medicamentos diversos. Essas estão totalmente avançadas e terminadas, estamos agora a fazer o trabalho, tão logo terminamos, vamos chamar a equipa da OMS para nos ajudar na certificação", acrescentou.
A contrafacção de medicamentos foi o tema que dominou a entrevista. Segundo estimativas da ARMED, citadas pela RNA, mais de 30 por cento dos medicamentos consumidos no país são considerados falsificados.
Segundo a chefe de Departamento do Controlo de Qualidade de Medicamentos da ARMED, Cristina Somakessendje, medicamentos usados em terapêuticas contra o cancro, analgésicos, antimaláricos, antibióticos, entre outros, são dos mais sujeitos a falsificação.
"Infelizmente, há um grupo muito vulnerável, que é o grupo das pessoas que sofrem de cancro. Os citostáticos, estes produtos na sua maioria, uma vez sendo mais caros a sua produção, são eles que têm a maior vulnerabilidade na sua falsificação", referiu a responsável.
"Os analgésicos, os antimaláricos também. O ibuprofeno, o diclofenaco, são aqueles antipiréticos, estamos a falar do paracetamol que é um antipirético que é para dores e para baixar a febre, alguns antibióticos também, são praticamente na sua maioria mais falsificados", referiu, indicando ainda nesta lista "aqueles produtos que tratam a tuberculose".
Já o Inspector Geral da Saúde, Miguel de Oliveira, apontou que mais de metade dos medicamentos para emagrecer e para a disfunção eréctil são falsificados, alertando que convém serem adquiridos de fontes credíveis: "Cerca de 80 por cento dos medicamentos para emagrecimento e medicamentos para a disfunção eréctil (...) são medicamentos falsificados, convém comprar de fontes credíveis", referiu, citado pela RNA.




