As obras de reperfilamento e revestimento do Canal do Açude do Rio Catumbela, na província de Benguela, que vai permitir reforçar a capacidade de captação de água, estão na ordem de 30 por cento de execução física.
A garantia foi dada pelo director dos Estudos e Projectos da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela, Manuel Simões, durante a visita de constatação efectuada para aferir o andamento das obras de revestimento do canal e a implantação da conduta DN 1.200 mm.
As intervenções, assegurou, integram as acções de reforço do abastecimento de água à província de Benguela. As obras de reperfilamento e revestimento do Canal do Açude do Rio Catumbela, numa extensão de 6,5 quilómetros até à Estação de Bombagem de Água Bruta (EBAB), explicou, estão inseridas no Projecto de Reabilitação e Operação Assistida do Sistema Integrado de Abastecimento de Água no litoral da província de Benguela.
As obras, avançou, estão sob responsabilidade do Ministério da Energia e Águas (MINEA), e são desenvolvidas pelos consórcios Wedo, Acqua e a empresa da Omatapalo, que prevêem concluir as obras até 2028.
Com a conclusão dessas obras, garantiu, a capacidade de captação de água passa de 3 metros cúbicos por segundo para 6 metros cúbicos, o que vai contribuir para o reforço e melhoria do abastecimento de água potável à população das cidades do litoral, como Benguela, Lobito, Catumbela, Navegantes e Baía Farta.
Manuel Simões informou que, com as obras em curso, vão aumentar o volume de captação e tratamento. O trabalho, afirmou, teve o seu arranque no final de 2025 com previsão de término em Fevereiro de 2028, e está avaliada em 191 milhões de dólares.
Actualmente, a capacidade de distribuição, salientou, não suporta a demanda da população. A população, fundamentou, está em constante crescimento e o sistema requer a reparação. Por essa razão, sustentou que este alargamento vem para dar sustento, a fim de suprir esse crescimento populacional da província de Benguela.




