Huambo – A secretária executiva da OMA na província do Huambo, Njunju de Oliveira, alertou, esta sexta-feira, para os riscos de conflitos nos casamentos entre culturas diferentes, que exigem diálogo, respeito e tolerância para garantir a estabilidade familiar.
Huambo – A secretária executiva da OMA na província do Huambo, Njunju de Oliveira, alertou, esta sexta-feira, para os riscos de conflitos nos casamentos entre culturas diferentes, que exigem diálogo, respeito e tolerância para garantir a estabilidade familiar.
Ao intervir numa mesa-redonda sobre “O casamento misto e as diferenças culturais”, afirmou que as diferenças culturais podem constituir desafios e oportunidades de aprendizagem, valorização da diversidade e fortalecimento da família.
No encontro, promovido pelo Secretariado Executivo Provincial da OMA no Huambo, considerou que a união entre pessoas de diferentes origens permite a partilha de línguas, costumes e tradições, o que contribui para que os filhos cresçam com maior capacidade de compreensão e respeito pelas diferenças.
Entre os principais desafios, apontou as relações com as famílias de origem, diferenças religiosas, educação dos filhos, papéis do homem e da mulher, alambamento, gestão dos recursos financeiros e local de residência.
A líder da organização feminina do MPLA no Huambo alertou que a cultura não deve servir de justificação para a violência doméstica, humilhação, discriminação ou violação dos direitos de qualquer membro da família, mas sim para promover o respeito, consentimento, responsabilidade e dignidade.
Por seu turno, a pastora Adelaide Catanha, da Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA), aconselhou os casais cristãos de diferentes denominações a privilegiar o diálogo e, sempre que possível, frequentar uma única igreja, sobretudo para assegurar uma orientação religiosa coerente aos filhos.
Considerou que o chamado “jugo desigual” pode ocorrer entre cristãos de diferentes denominações e não apenas entre pessoas de religiões distintas, daí a necessidade de os jovens assumirem responsabilidades e consciência antes de constituírem família.
O padre Adelino Prata explicou que a Igreja Católica permite casamentos mistos entre dois baptizados de religiões diferentes, desde que sejam cumpridas as condições previstas pelo Direito Canónico.
Esclareceu que quando um dos contraentes não é baptizado, trata-se de um casamento com disparidade de culto, sujeito à autorização do bispo diocesano. Neste caso, a Igreja exige que os filhos recebam educação católica”.
O sacerdote disse que debates do género permitem compreender que os casamentos mistos envolvem questões culturais e religiosas, pelo que o diálogo permanente entre os cônjuges é fundamental para transformar as diferenças num factor de enriquecimento familiar.
A angolana Augusta Manuel, que prepara um casamento islâmico, afirmou que as diferenças culturais podem ser ultrapassadas por meio do diálogo e do respeito pelos limites de cada cônjuge.
A mesa-redonda serviu para reflectir sobre os desafios e oportunidades dos casamentos entre pessoas de diferentes culturas e promover valores de respeito, igualdade e convivência familiar. MLv/ALH




