A Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiou o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) na avaliação e no reforço dos sistemas de gestão da qualidade dos laboratórios de diagnóstico da febre amarela, do sarampo e da rubéola, com vista à obtenção da acreditação internacional e ao fortalecimento da vigilância epidemiológica em Angola.
A iniciativa enquadra-se nos esforços para melhorar a capacidade nacional de detecção precoce de surtos, confirmação de casos suspeitos e monitorização de doenças prioritárias para a saúde pública.
A missão técnica, realizada de 14 a 18 de Setembro de 2026, incluiu uma avaliação dos processos de controlo de qualidade do laboratório de Imunologia do INIS. A equipa analisou as etapas pré-analíticas, analíticas e pós-analíticas, bem como os procedimentos de gestão de amostras, documentação, métodos de diagnóstico, registo de resultados e monitorização da qualidade.
A avaliação identificou progressos significativos na implementação dos sistemas de gestão da qualidade, mas também apontou oportunidades para o seu reforço, tendo em conta os padrões internacionais exigidos para a acreditação de laboratórios de referência.
Durante a missão, foi igualmente avaliado o desempenho técnico das plataformas de diagnóstico sorológico por ELISA (ensaio imunoenzimático) e dos procedimentos de biologia molecular baseados na técnica RT-PCR, com o objectivo de contribuir para a fiabilidade e a consistência dos resultados laboratoriais.
Segundo a OMS, a melhoria da qualidade dos laboratórios é essencial para reforçar a segurança sanitária nacional e regional, uma vez que resultados precisos e atempados permitem às autoridades de saúde tomar decisões fundamentadas e responder de forma mais eficaz a surtos e emergências de saúde pública.
O Representante da OMS em Angola, Dr. Indrajit Hazarika, afirmou que o investimento na qualidade dos laboratórios contribui para aumentar a capacidade do país de detectar, monitorizar e responder às doenças, reforçando a vigilância epidemiológica e a protecção da saúde pública.
A missão foi liderada pela Dra. Annick Dosseh, responsável pelos laboratórios da OMS na Região Africana, e pelo Dr. Mathias Karl-Otto Niedrig, coordenador da rede global de laboratórios de febre amarela.
A parceria entre a OMS e o INIS pretende reforçar as capacidades nacionais de vigilância e resposta às doenças, melhorar a qualidade dos serviços laboratoriais e contribuir para a resiliência do sistema de saúde angolano.




