O reforço da vacinação e a expansão da capacidade de diagnóstico e do acesso ao tratamento são, para o especialista de Doenças Tropicais Negligenciadas da Organização Mundial da Saúde(OMS) em Angola, medidas decisivas para garantir a eliminação das hepatites virais como ameaça à saúde pública.
Nzuzi Katondi reiterou, ontem, à margem das celebrações do Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais, a assinalar-se a 28 do mês em curso, a necessidade do Estado angolano acelerar a implementação de estratégias integradas de prevenção, diagnóstico e tratamento, a fim de garantir a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.A estratégia global, salientou, está assente em metas de impacto epidemiológico e de cobertura dos serviços, salientando que o continente africano ainda enfrenta dificuldades para atingir os objectivos estabelecidos. De acordo com o especialista, um dos principais desafios é reduzir a prevalência da infecção crónica por hepatite B em crianças menores de cinco anos para 0,1 por cento, frisando que, actualmente, o indicador em África situa-se nos 4,3 por cento. “Os números demonstram a necessidade de intensificar as intervenções nos próximos anos”, disse. O responsável explicou que o protocolo nacional está estruturado em torno da prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados,considerados eixos fundamentais para eliminação das hepatites virais. Com relação à prevenção, salientou, é essencial que se invista na vacinação, sobretudo nas primeiras 24 horas após o nascimento do bebé, de forma a prevenir a transmissão de mãe para filho. “É preciso, igualmente, fortalecer a segurança transfusional e o cumprimento rigoroso das normas de esterilização de agulhas e seringas, de modo a reduzir o risco de transmissão da doença nos serviços de saúde”,defendeu. A expansão da capacidade de diagnóstico, disse, é igualmente indispensável, por permitir identificar precocemente os casos e garantir o acesso atempado ao tratamento, contribuindo para o alcance das metas definidas para 2030.




