ONG teme colapso ambiental com greve da limpeza urbana em Luanda

A organização ambiental Minuto Verde – Quercus Angola alertou para o risco de um possível colapso ambiental em Luanda, devido à paralisação dos serviços de limpeza urbana provocada pela greve dos trabalhadores da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL).
Em nota de imprensa, a ONG manifesta “elevada preocupação” com a interrupção da recolha e tratamento de resíduos sólidos na capital, sublinhando que a situação pode gerar impactos graves na saúde pública e no equilíbrio ambiental da cidade.
Segundo a organização, a continuidade da paralisação poderá levar à acumulação de lixo em ruas, mercados e zonas residenciais, criando condições propícias à proliferação de vetores de doenças e ao agravamento dos riscos sanitários.
A Minuto Verde reconhece a importância dos trabalhadores do sector de limpeza urbana, destacando o seu papel essencial na manutenção da higiene e na protecção do ambiente urbano. Ainda assim, alerta que a suspensão prolongada dos serviços pode agravar problemas já existentes em Luanda, sobretudo ao nível da gestão de resíduos e da drenagem urbana.
A ONG aponta ainda que a capital angolana já enfrenta desafios estruturais nesta área, que podem ser intensificados pela paralisação, num contexto de maior vulnerabilidade a fenómenos climáticos extremos.
Face ao cenário, a organização apela ao Governo Provincial de Luanda para a criação de mecanismos permanentes de diálogo entre as autoridades, a empresa de limpeza, os trabalhadores e a sociedade civil, com vista a uma gestão mais sustentável dos resíduos sólidos.
Defende igualmente o reforço de investimentos em infraestruturas de saneamento, a valorização dos profissionais do sector, a promoção da reciclagem e a implementação de programas de educação ambiental junto das comunidades.
A Minuto Verde considera que a gestão de resíduos deve ser tratada como uma prioridade de saúde pública e de protecção ambiental, e não apenas como uma actividade operacional.
A organização reafirma a sua disponibilidade para colaborar na busca de soluções que evitem a degradação ambiental da capital e garantam melhores condições de vida para a população de Luanda.



