ONU pede investigação independente às mortes durante greve dos taxistas

O Gabinete para os Direitos Humanos das Nações Unidas pediu às autoridades angolanas a realização de uma investigação independente às mortes registadas durante os três dias de protestos contra a subida dos preços dos combustíveis.
Numa nota publicada na página do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, nesta quinta-feira, 31 de Julho, o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) solicita ainda que as investigações incidam também sobre o conjunto de violações de direitos humanos ocorridas nesse período.
O porta-voz deste gabinete da ONU, Thameen Al-Kheetan, recorda os mais de mil detidos, que devem ter os seus direitos salvaguardados, e manifesta preocupação com os relatos de uso de munições reais contra civis, considerando tratar-se de um uso desproporcionado da força.
“Verificamos que alguns dos indivíduos envolvidos nos protestos optaram pela violência e aproveitaram-se da situação para realizar pilhagens, cometendo actos criminosos, como vandalismo em vários locais de Luanda”, lê-se na nota.
No mesmo documento, a ONU exorta o Governo de Luanda a refrear o uso de violência desnecessária e desproporcionada na manutenção da ordem pública, respeitando os direitos à vida, à liberdade, à reunião e à associação públicas. Pede ainda que os detidos de forma ilegal sejam imediatamente libertados.
por: Airiana Mateus


