Luanda - O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) registou, este ano, 56 mortos e 61 feridos em 339 incêndios em transportes de passageiros e em particulares, provocados por diversas causas.
Segundo uma nota do SPCB citada pela Lusa, entre as causas dos incêndios estão curto-circuitos, falhas electrónicas, fricção de componentes e derrames de combustíveis.
Face à preocupação, foi realizado, esta quinta-feira, um encontro de concertação com operadoras, associações e cooperativas ligadas ao transporte público de passageiros e de mercadorias, para analisar a problemática dos incêndios em viaturas e definir medidas conjuntas de prevenção e resposta, adianta a nota.
No encontro, os participantes defenderam o reforço da manutenção preventiva das viaturas, a avaliação dos riscos, formação dos motoristas e trabalhadores, disponibilização de equipamentos de combate a incêndios e preparação de procedimentos de emergência, incluindo a retirada segura dos passageiros.
O SPCB manifestou disponibilidade para apoiar a formação dos trabalhadores das operadoras, associações e cooperativas, com destaque para a implementação de um minuto de segurança, destinado à sensibilização regular sobre os riscos de incêndios e os procedimentos a adoptar em emergências.
A realização de uma Conferência Nacional sobre a Prevenção de Incêndios nos Transportes Públicos, bem como o reforço da cooperação operacional entre o SPCB, a Polícia Nacional, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, as operadoras e os demais parceiros, incluindo a nível provincial, foi uma das principais recomendações saídas do encontro.
Da parte dos participantes ficou a disponibilidade para colaborar na implementação das propostas apresentadas para a redução dos incêndios, protecção à vida humana e segurança dos utentes dos transportes.
Este ano, foram registados vários incêndios em transportes públicos, desde autocarros a táxis informais de passageiros, com muitos mortos e feridos, o último ocorrido na província da Huíla, com um saldo de 15 mortos e vários feridos, após um despiste seguido de incêndio de um táxi informal.
Em Angola, os acidentes de viação são a segunda causa de morte, depois da malária.




