Papa começa o dia a caminho do Kilamba para missa campal onde se espera que mostre novos caminhos aos angolanos, aos africanos e ao mundo

No segundo dia desta visita histórica a Angola, a missa campal no Kilamba, em Luanda, é o momento alto da terceira etapa da jornada de África de Leão XIV, que tem como palco Angola, com as expectativas em máximos para o que vai dizer aos angolanos e ao mundo.
Quando estava ainda para sair do nº 123 da Avenida Martin Luther King, onde está o edifício da Nunciatura Apostólica, onde pernoita nas três noites que vai passar em Angola, no Kilamba já largos milhares de pessoas se concentravam para o esperar.
Na homilia desta missa campal, e depois de no Sábado, 19, logo após ter chegado ao antigo aeroporto de Luanda, o 4 de Fevereiro, o Papa fez jus à sua missão, que deixou clara ser estar ao lado dos pobres, oprimidos e dos mais fracos.
Perante o corpo diplomático, autoridades nacionais e sociedade civil, Leão XIV apontou baterias aos mesmos de sempre, destacando a necessidade de Angola se defender da lógica extractivista que tanto sofrimento e morte provoca para de seguida desafiar os mais jovens para construirem "um projecto de esperança, um país livre de escravidões impostas por elites com muito dinheiro e falsas alegrias".
É este o patamar de expectativas que cresce entre os milhares de pessoas que desde as primeiras horas da madrugada se encaminham para o local da missa campal, que se espera gigantesca na moldura humana e enorme nas mensagens para o mundo, para África e para os angolanos.
Naturalmente, o Pontífice dexiará igualmente, e de novo, uma palavra para as vítimas das cheias em Benguela e em Luanda, apelando à solidariedade.
Depois da missa campal, agendada para as 10:00 deste Domingo, 19, o Papa voa para o Santuário da Muxima, na vizinha província do Icolo e Bengo.


