Papa Leão XIV encoraja fiéis da Diocese do Cunene

Luanda - O Papa Leão XIV encorajou, este domingo, a comunidade da Diocese de Ondjiva (província do Cunene), a prosseguir no caminho da fé para conservar a unidade eclesial e consolidar os laços de fraternidade e de paz entre todos.
Numa mensagem pelo jubileu dos 50 anos da diocese de Ondjiva, o Papa escreveu que "concede a bênção apostólica aos diocesanos, com particular realce aos sacerdotes, diáconos, religiosos e catequistas", tendo encorajado a comunidade diocesana a continuar com a "semente do evangelho para que a caridade de Cristo germine e frutifique pelos séculos dos séculos".
Por seu lado, o secretário-geral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom Maurício Camuto, enalteceu a elevação da vida consagrada, de filhos oriundos da província do Cunene, como marco dos 50 anos de implementação da Diocese de Ondjiva.
Desde a sua criação, cinco bispos naturais do Cunene dirigem ou dirigiram dioceses em Angola, um dos quais é o actual Núncio Apostólico da Santa Sé no Paquistão, Dom Germano Penomote, primeiro angolano a atingir tal cargo diplomático no Vaticano.
Dom Maurício Camuto disse que este facto resulta da visão do primeiro bispo, Dom Kevano, que desde cedo percebeu a importância da formação de vários jovens sacerdotes, tanto em Angola como no exterior, cujos frutos são visíveis.
“Hoje temos numerosos sacerdotes, bispos e núncio apostólico, por sinal o primeiro angolano a atingir este cargo, fruto dos esforços e visão que beneficiaram não só a igreja, mas a sociedade no geral”, enfatizou.
O secretário-geral da CEAST, igualmente bispo da Diocese de Caxito (Bengo), realçou a valorização e protecção dos hábitos, costumes, tradições e línguas, frutos deste passado que pode não ter sido glorioso, mas heroico.
A Diocese de Ondjiva foi criada a 10 de Agosto de 1975, pelo Papa Paulo VI.
A cerimónia do jubileu foi marcada pela ordenação de sete novos presbíteros, tendo sido assistida por membros do governo, deputados, autoridades tradicionais e outras individualidades.
Procissões, cânticos, louvores, orações e danças assinalaram o jubileu, que contou ainda com a participação do clero diocesano, composto pelos arcebispos de Luanda e do Lubango, os bispos do Sumbe, Caxito, Uige e Ganda e os vigários oriundos da França, Itália e Namíbia.



