PCA da ELISAL garante retoma dos serviços apesar do “braço de ferro” com os sindicalistas

O presidente do Conselho de Administração da ELISAL, Gonçalves Imperial, revelou na segunda-feira, 15, que oito dos dez pontos apresentados no caderno reivindicativo já foram atendidos, permanecendo pendentes apenas questões ligadas ao ajustamento remuneratório e aos subsídios de alimentação e transporte.
“Trata-se dos subsídios de alimentação e transporte, além do ajuste salarial, que não podem ser ainda implementados por falta de condições financeiras”, disse o gestor em conferência de imprensa realizada no Centro Aníbal de Melo, em conjunto com o Governo da Província de Luanda.
Em resposta, o secretário para informação da Comissão Sindical, Carlos António, que acusa a direcção de gestão danosa, diz não compreender como uma empresa que alega não estar em condições de proceder ajuste salarial, ainda continue a empregar novos funcionários.
“A empresa alega que não tem capacidade de honrar seus compromissos, mas temos visto que tem estado a empregar, porque tinha um rácio de mil e 300 trabalhadores, tem agora um número acima dos cinco mil trabalhadores”, disse o sindicalista.
Apesar do braço de ferro, o PCA da ELISAL assegurou que decorrem esforços para a normalização da situação, perspectivando-se a retoma total dos serviços nos próximos dias em toda a província de Luanda.
“A empresa sempre se mostrou disponível para negociar, mas que o outro lado optou pela greve, pelo facto de não chegarem a acordo em apenas dois pontos”, assegurou.
Referir que o Correio da Kianda apurou na manhã desta quarta-feira, 17, que os trabalhos de limpeza e recolha de resíduos nas principais vias da capital angolana, tem sido assegurados por um “grupo de jovens denominados por solidários com a empresa”, que têm trabalhado em coordenação com uma minoria de funcionários da ELISAL, tidos como fieis à direcção.


