PCA da Konda Marta denuncia “perseguição judicial após ter sido acusado de difamação e calúnia”

O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Konda Marta, Daniel Neto, denuncia alagada perseguição judicial de que tem sido vítima, na sequência das denúncias que tem feito sobre a invasão das suas terras, cita na zona da Camama, em Luanda.
Segundo o responsável, que falava em conferência de imprensa, deve apresentar-se nos próximos dias no Tribunal da Comarca de Luanda “Palácio Dona Ana Joaquina”, para responder um processo de difamação e calúnia, movido pelo actual governador do Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho.
“É a justiça que nós temos, é o país que nós temos. Temos que nos contentar, porque é mesmo aqui onde nós nascemos, e a realidade que nós herdamos. Para mim, sinto-me feliz independentemente disso, porque já passei mais de cinco detenções e seis julgamentos”, disse, mostrando-se esperançoso com um desfecho favorável para si, caso não haja interferência política no processo judicial.
Daniel Neto manifestou por outro lado várias reservas quanto a actuação do ministério público, uma vez que fez uma denúncia pública, sobre a invasão de terras na zona, e que seria a sua denúncia que merece uma investigação e responsabilização dos envolvidos.
“Nós estamos disponíveis a responder. Independentemente do que eles quiserem perpetuar, se vão dar prisões ou não vão dar, nós já estamos acostumados com isso. Quem fala a verdade nesse país é perseguido. Qual é a acusação do Ministério Público? Acusação de violência. Quer dizer, querem julgar que m fez uma denúncia pública e legítima”, disse.
Referir que o início deste julgamento marcado para os primeiros dias desta semana, assinala mais um capítulo “das makas de terra” no município do Camama, em Luanda.


