Um total de 2.270 casos de doenças respiratórias agudas foi diagnosticado, durante o período de 15 de Maio a 14 de Agosto, no Hospital Pediátrico do Cubango, informou, sábado, na cidade Menongue, a directora clínica da instituição.
Isabel Eduardo explicou, ao fazer o balanço da época de Cacimbo, que terminou oficialmente ontem, que houve um aumento de casos de doenças respiratórias agudas nas unidades sanitárias, afectando principalmente crianças.
Segundo a directora clínica, muitos casos registados de doenças respiratórias agudas estiveram associados ao sarampo, situação que tem preocupado os profissionais de saúde da província do Cubango, devido às complicações que podem surgir entre os pacientes afectados.
Entre as principais patologias diagnosticadas durante o período de Cacimbo, destacou as gripes, pneumonias, bronquites e síndromes gripais. O ar frio e seco, característico desta época, disse, facilitou a acção do vírus e provocou irritação das vias respiratórias de muitos cidadãos, sobretudo crianças e idosos.
Durante o referido período, lamentou, oito crianças morreram no Hospital Pediátrico do Cubango. Deste número, contou, três foram devido a complicações de doenças respiratórias agudas associadas ao sarampo.
A responsável informou ainda que 15 crianças continuam internadas na unidade hospitalar com diagnóstico de pneumonia grave associada ao sarampo. Devido à complexidade do quadro clínico, os pacientes necessitam de suporte de oxigénio para respirar.
Redução de casos
Comparativamente ao período de 2025, Isabel Eduardo disse que houve uma redução significativa de 905 casos de doenças respiratórias agudas diagnosticadas, bem como de 11 mortes. “Tudo por conta dos trabalhos de sensibilização e apelos que temos estado a realizar junto das comunidades”, justificou.
O Hospital Pediátrico do Cubango, sublinhou, tem mantido a capacidade de resposta para atender os pacientes que procuram a instituição com problemas relacionados com as doenças respiratórias agudas, assegurando assistência médica e medicamentosa.
A directora clínica apelou, ainda, para uma maior atenção dos pais e encarregados de educação para que, nos próximos tempos, tenham mais cuidado com as crianças, defendendo a procura atempada das unidades sanitárias face aos sintomas respiratórios ou outras manifestações da doença, de modo a evitar o agravamento dos casos.



